A presidente Leila Pereira sabe exatamente o que o Palmeiras veio fazer no Mundial de Clubes da Fifa. Ela espera que o time de Abel Ferreira chegue o mais longe possível na competição, e isso pode significar a fase de oitavas de final, quartas ou a final. Leila sabe a força e o poder econômico dos rivais da Europa. Sabe qual é o lugar do Palmeiras nesta competição, mas não descarta o imponderável no futebol, os dribles, a tática, a vontade, as jogadas iluminadas, as ensaiadas e o talento do jogador brasileiro.
Despedida de Estevão
Afinal, ela tem um garoto diferenciado no elenco, que será entregue ao Chelsea após o torneio dos Estados Unidos.
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Acompanho a presidente do Palmeiras desde o seu começo no clube, muito antes de ela assumir a presidência do clube. Seus passos têm objetivos. Leila não anda em zigue-zague. Sempre teve a caneta nas mãos por causa da Crefisa, patrocinadora do clube, mas entendeu o mecanismo do futebol, muitas vezes podre, e se atirou de cabeça.

Ela nunca entrou para perder, mesmo sabendo o que poderia encontrar pelo caminho: um ambiente fechado, preconceituoso com mulheres, indiferente às necessidades gerais e muitas vezes até “desonestos” com seus pares. Nada disso a assustou.
É uma competição única, a primeira. Todos os clubes têm interesse ou deveriam ter nesta competição. Todos os clubes querem vencer, ninguém vem a passeio. Não estou aqui a passeio, estamos trabalhando muito. Ano que vem, a Copa do Mundo é aqui. O interesse de todos os clubes é se saírem bem e conquistar o troféu.
LEILA PEREIRA
Sua lógica para montar elencos e comandar o Palmeiras em seu segundo mandato é a mesma dos clubes europeus: ganhar dinheiro, pagar as contas e reinvestir esse dinheiro em melhores jogadores. Leila não nega que está no Mundial de Clubes também pela premiação de US$ 15,2 milhões oferecida pela Fifa para os participantes da primeira fase. Isso equivale a mais do que sua Crefisa pagava de patrocínio (R$ 82 milhões) para o Palmeiras até o fim de 2024. Ou seja, em um mês, o Palmeiras vai ganhar mais do que recebia por ano da empresa da presidente.
Abel ainda não renovou
Leila também não teme perder jogadores ou mesmo o técnico Abel Ferreira em meio à vitrine da competição. Vale lembrar que a Fifa parou todos os campeonatos importantes do mundo para que todos olhem para a primeira edição do Mundial. Abel está com ela desde o começo do seu mandato. Seu acordo termina em dezembro e ainda não foi renovado. O torcedor aguarda ansioso.
Fico feliz em participar desta Copa do Mundo porque valoriza o trabalho de todos nós. Não tenho receio nenhum de assédio a atletas ou treinador, porque no Palmeiras o contrato tem validade. Todos têm contrato e aqui, como o clube honra seus compromissos, os atletas também precisam honrar.
LEILA PEREIRA
Nesse quesito, a presidente trabalha com três condições básicas de mercado, mas nem sempre são levadas em consideração no futebol brasileiro: o contrato vigente, os valores das ofertas e a vontade dos envolvidos. Há uma outra variável sobre a necessidade do treinador. Leila é uma executiva. Executivos tomam decisões. Ela faz isso com ternura e mãos de ferro.

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Leila sabe negociar desde criança. Aprendeu cedo a dar peso às situações. Ela entende que a participação do Palmeiras no primeiro Mundial de Clubes da Fifa é uma façanha histórica e gigantesca, ganhando ou perdendo. Ela queria estar nos Estados Unidos. O Palmeiras fez sua estreia neste domingo contra o Porto, no MetLife Stadium, em New Jersey.





