Leila Pereira tinha a promessa de Samir Xaud de que a CBF priorizaria um projeto de fair play financeiro para o futebol brasileiro. A presidente do Palmeiras levantou a bandeira de que clubes devedores não podiam concorrer com aqueles que pagavam suas contas em dia. Ela não citava nominalmente o Corinthians, mas referia-se ao adversário do Parque São Jorge.
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E de tanto bater nessa tecla, Leila conseguiu ser ouvida na mudança de guarda no comando da CBF. Samir Xaud pagou sua promessa e constituiu oficialmente um grupo de estudos para o problema, com Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos, entre outros times do Brasil, inclusive de outras séries nacionais. São 32 ao todo.

De modo que profissionais técnicos de entidades e instituições esportivas respeitadas no Brasil também foram chamados para o trabalho. O melhor de tudo é que a CBF determinou prazos para a entrega de um documento inicial do projeto: novembro.
Assim, os primeiros ‘rabiscos’ devem ser apresentados para Xaud e seus pares ainda nesta temporada. Nunca houve uma tentativa da CBF parecida com isso. A implementação de um fair play financeiro deve levar três anos.
Regras e obrigações
Vale ressaltar que o fair play financeiro não tem nada a ver com a criação de uma liga única para o futebol brasileiro. São projetos e iniciativas diferentes. O fair play tem apenas uma finalidade: ensinar o clube a gastar menos do que arrecada. Mas com regras, deveres e obrigações. E também com punições. Ou seja: um time que paga em dia não vai competir nem perder campeonatos para uma equipe devedora, como queria a presidente Leila. O Palmeiras perdeu o Paulistão desta temporada para o Corinthians, um clube cuja dívida acumulada está em R$ 2,5 bilhões.
Os escolhidos pela CBF
Pedro Daniel, consultor da Ernst & Young
Cesar Grafietti, consultor independente
Caio Resende, Diretor da CBF Academy
Alexandre Cordeiro, presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
Pedro Trengrouse, advogado e professor especialista em investimentos e assuntos corporativos em esportes
Maria Daniela Borçatto, advogada da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf)
Luís Otávio Veríssimo, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD)As Federações Estaduais de: Goiás, Alagoas, Bahia, Paraíba, Sergipe, Amapá, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Clubes convocados
Atlético Mineiro SAF
Esporte Clube Bahia SAF
SAF Botafogo
Red Bull Bragantino Futebol Ltda.
Ceará Sporting Club
Sport Club Corinthians Paulista
Cruzeiro Esporte Clube SAF
Clube de Regatas do Flamengo
Fluminense Football Club
Fortaleza Esporte Clube
Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
Sport Club Internacional
Esporte Clube Juventude
Mirassol Futebol Clube
Sociedade Esportiva Palmeiras
Santos Futebol Clube
São Paulo Futebol Clube
Sport Club do Recife
Vasco da Gama SAF
Esporte Clube Vitória
América Futebol Clube SAF
Clube Athletico Paranaense
Athletic Club Esportes SAF
Avaí Futebol Clube
Botafogo Futebol S/A
Associação Chapecoense de Futebol
Clube de Regatas Brasil
Ferroviária SAF
Goiás Esporte Clube
Grêmio Novorizontino SAF
Paysandu Sport Club
Clube do Remo





