O empréstimo de R$ 50 milhões que o São Paulo buscou no Banco Daycoval para viabilizar o fluxo de caixa do clube e pagar suas contas em dia estava no planejamento do segundo semestre, segundo o próprio presidente Julio Casares, com quem The Football conversou sobre o assunto antes do empate do time com o Atlético Nacional pela Libertadores nesta terça-feira

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O dirigente informou que o São Paulo tem autorização do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), que amortiza a dívida do clube, a fazer aportes de mais de R$ 200 milhões se precisar. Por ora, não precisou de tudo isso. O clube se vira com as receitas que entram de bilheteria, dos patrocinadores, das transmissões dos jogos e também da venda de jogadores.

Julio Casares, presidente do São Paulo, disse que tem autorizado pelo Fundo aportes de mais de R$ 200 milhões / SPFC

O São Paulo espera fazer mais dinheiro nesta janela de transferência. O clube entende que os valores de muitos garotos da base estão abaixo do que gostaria, mas defende a necessidade das negociações no seu primeiro ano de ajuste de contas. A expectativa é terminar o ano com superávit de R$ 44 milhões. No dia 18, o Conselho Deliberativo do São Paulo vai aprovar o empréstimo de R$ 50 milhões.

Estava previsto com o Fundo. Temos orçamento de empréstimo, autorizado previamente de até R$ 200 milhões e pouco. Isso é tudo um fluxo que estava previsto. Nós estamos tomando bem menos do que no ano passado. Que é bom sinal. Isso é fruto do nosso trabalho. Tem um empréstimo para fazer pagamentos e já tem outros vencendo. O importante é diminuir a dívida bancária. Está tudo em consonância com o Fundo. Tudo direitinho.
JULIO CASARES

O São Paulo perdeu a chance de ganhar R$ 5 milhões ao ser eliminado na Copa do Brasil. Esse valor poderia crescer com a bilheteria de uma das partidas das quartas de final no Morumbis. Foi um vacilo do time que vai repercutir nas finanças do clube. Toda receita faz falta ao Tricolor nesta temporada. O ano é de apertar o cinco.

Meta do Fundo de R$ 240 milhões

A Galápagos e a Outfield, gestoras do FIDC, estão próximas de bater a meta de captação de R$ 240 milhões no mercado. No fim do ano, o clube anunciou por meio do seu balanço a arrecadação de R$ 117,3 milhões. O São Paulo tenta reduzir uma dívida recorde de R$ 968 milhões. No primeiro semestre deste ano, o déficit foi de R$ 31 milhões. A diretoria imaginava que esse valor pudesse ser de até R$ 45 milhões.

Nós não temos nenhum transfer. Estamos trazendo jogadores por empréstimo… e aí criticam que o elenco é curto. É a luta. Eu sempre brinco: ou a gente come o bolo ou a gente guarda o bolo. Nós estamos tentando fazer, com esforço, com que o São Paulo avance nesse ano e depois continue avançando.
JULIO CASARES

O diretor de futebol Carlos Belmonte admitiu recentemente que o clube já economizou R$ 8 milhões na folha de pagamento do time no primeiro semestre e conseguiu cumprir a meta de vendas de jogadores na temporada.

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