O São Paulo quer fechar a parceria de sua base em Cotia até outubro. Ou pelo menos encaminhar o acerto. O clube vai levar para o Conselho Deliberativo do clube a proposta para “vender” seus garotos antes de eles apontarem para o profissional ou se destacarem nas categorias inferiores. Portanto, antes de saírem da casca. O presidente Julio Casares está à frente desse projeto. Os cardeais do Morumbi vão opinar e ajudar na decisão. Sem a aprovação dos conselheiros, a parceria perde força e muito provavelmente não será levada adiante.
O grego Evangelos Marinakis, dono do Olympiacos e Nottingham Forest, admitiu que negocia com o São Paulo para ter o direito dos garotos formados em Cotia. Há quem chame no clube a transação de uma SAF das bases. O Centro de Formação de Atletas Laudo Natel tem 180 meninos alojados com idade entre 14 e 20 anos. Eles são oriundos de todos os Estados brasileiros. A estrutura montada em Cotia para a formação de jogadores tem capacidade para 320 garotos. Mas cerca de 400 participam das atividades diariamente.

São esses meninos que o São Paulo quer “vender”. O projeto prevê captar R$ 700 milhões. Esses atletas teriam seus contratos divididos com o investidor grego, com 60% ou 70% dos direitos federativos nas mãos do clube e os outros 40% ou 30% negociados com o empresário grego. Isso daria ao investidor parte de todas as vendas dos jogadores formados em Cotia. O São Paulo estaria antecipando um dinheiro que não sabe se ganharia, uma vez que a minoria dos garotos se torna, de fato, jogador profissionais. A maioria fica pelo caminho e não dá em nada.
Abertura de mercado
Mesmo entregando parte desses contratos ao empresário grego, Casares defende que o clube ficaria ainda com a maior parte deles e teria o mercado na Europa (França e Inglaterra) mais próximo de possíveis negociações, uma vez que Marinakis tem dois clubes sob seu domínio.
Parte dos conselheiros do São Paulo entende que o dinheiro é pouco. Eles se baseiam em algumas vendas de jogadores da base do Palmeiras, como Endrick e Estêvão, cujas vendas alcançam o mesmo valor da parceria. Mas há também aqueles cardeais que querem a parceria pela necessidade financeira do clube e a possibilidade de emplacar repasses de jogadores que não são aproveitados no time principal nem negociados. Casares nega que esteja vendendo a base de Cotia.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
O presidente tricolor já apresentou o projeto informalmente para os conselheiros e o assunto deve voltar à tona nas próximas semanas, depois da data Fifa e da retomada da temporada. Vale ressaltar que a parceria pode ter várias cláusulas entre as partes, como, por exemplo, trabalhar apenas com garotos de uma certa idade, entre 16 e 18 anos, quando eles passam a interessar os clubes da Europa. Mas tudo isso faz parte de um segundo passo da negociação. O primeiro é convencer os cardeais tricolores de que a dobradinha deve ser feita e será boa para o clube. Se acontecer, o São Paulo terá uma nova fonte de renda.





