O CBF Summit Academy desta quarta-feira promoveu um raro momento de cordialidade entre os presidentes de Palmeiras e Flamengo, Leila Pereira e Luiz Eduardo Baptista (Bap), às vésperas da final da Copa Libertadores. Ambos têm trocado farpas durante a temporada. Apesar da rivalidade histórica em campo e da recente “guerra” por causa de processos movidos pelo clube carioca contra times da Libra, o ambiente foi de troca de elogios e diplomacia.
Leila vai contra Abel
Mas Leila não deixou de criticar o time e tirar de Abel a responsabilidade de falar em nome do Palmeiras. “Quem fala em nome do Palmeiras sou eu. Não perdemos por causa da arbitragem”. A presidente fez tudo que o treinador pediu nesta temporada. E não terceirizou a responsabilidade do fracasso do time.
Leila e Bap, que já trocaram farpas publicamente, fizeram questão de cumprimentar-se. Durante sua fala, o dirigente rubro-negro chegou a elogiar o trabalho da presidente palmeirense. A própria Leila retribuiu a cortesia e enalteceu a boa administração dos rivais que se enfrentarão na final continental. “São os dois clubes mais bem administrados do futebol sul-americano. Tenho certeza de que os torcedores vão presenciar um grande espetáculo”, declarou Leila, sobre a decisão em Lima, no sábado, para onde ela vai em seu avião particular. A gentileza mútua, no entanto, não esconde o momento delicado do Palmeiras.

A participação de Leila no Summit ocorreu logo após uma derrota do Palmeiras para o Grêmio, que praticamente entregou o título do Brasileirão ao Flamengo. A presidente admitiu estar enfrentando uma “turbulência” no clube, mas aproveitou o palco para blindar o técnico Abel e reforçar seu compromisso com a estabilidade no clube. Apesar da pressão da torcida, a presidente fez questão de reiterar que deseja a permanência do técnico português, pensando na saúde institucional do clube, independentemente do resultado da da Libertadores.
O que disse Leila
“Independentemente do resultado (da Libertadores), desejo a continuidade do Abel e do diretor de futebol até dezembro de 2027, quando se encerra o meu mandato”, destacou, completando que sua gestão é movida pela razão e pelo respeito aos profissionais. “A paixão nunca me tira a razão. Então me irrita muito o torcedor querer se mostrar mais do que outro. Eu luto pelo melhor do Palmeiras e para ter os melhores profissionais conosco.”
Bap, por sua vez, aproveitou para elogiar a estabilidade financeira do Fla e também do Palmeiras. “Você vê a estabilidade do Abel no Palmeiras. Não lembro um clube que manteve um treinador por tanto tempo. Principalmente lidando com os torcedores”.
Fair play financeiro
O principal ponto de união entre os dois presidentes, que comandam os clubes com as finanças mais saudáveis do Brasil, foi a pauta da implementação do fair play financeiro no futebol nacional a partir de 2026. Os dirigentes aproveitaram para ressaltar a importância do tema. Bap relembrou o caminho de equilíbrio percorrido pelo Flamengo, que precisou de “seis ou sete anos” para alcançar as grandes conquistas após colocar a casa em ordem.
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Ainda que a rivalidade entre as torcidas e a disputa por títulos sejam acirradas, o encontro no Summit Academy mostrou que, na esfera da gestão, os presidentes de Palmeiras e Flamengo compartilham o mesmo foco na sustentabilidade e na racionalidade financeira do futebol.
IA com informações e edição do The Football





