É possível separar a gestão administrativa e financeira de um clube do desempenho esportivo do seu time? O Corinthians prova que sim. O ano foi de uma gestão conturbada, atrapalhada e péssima em todos os sentidos, com impeachment do presidente Augusto Melo, falta de dinheiro, ações na Justiça e na Fifa, brigas internas, suposto envolvimento com o PCC, abuso e mordomias do cartão corporativo do clube pelos seus dirigentes, credores cobrando e punição da Fifa. O Corinthians tinha tudo para se afundar também dentro de campo. Mas sobreviveu milagrosamente. É preciso reconhecer isso, justo ou não com os seus adversários que pagam as contas em dia.
O elenco comandado pelo técnico Dorival Júnior conseguiu sobreviver a tudo isso e mantém a temporada ativa quando a maioria dos seus concorrentes no futebol brasileiro já goza das merecidas férias. Independentemente de passar ou não pelo Cruzeiro na Copa do Brasil, o Corinthians conseguiu sobreviver aos seus dirigentes de segunda mão, matreiros e dignos de repulsa. “Se gritar pega… não escapa um, meu irmão.”
Uma dívida que só aumenta
Pior. Nenhum deles teve a coragem de mexer no vespeiro da falência financeira do clube enquanto esteve no comando. A dívida foi se acumulando. São R$ 2,7 bilhões, com boletos vencendo todos os dias e juros comendo o clube pelas pernas. Tudo isso na temporada em que completou 115 anos de existência.

O Corinthians, por exemplo, está proibido de comprar jogadores. Mesmo assim, sua diretoria de futebol faz planos de reforçar o time em 2026. É um grande contrassenso. Nem mesmo o presidente Osmar Stábile encara o problema de acordo com a sua gravidade. O Corinthians ganhou o Paulistão e tenta chegar à final da Copa do Brasil. Essas façanhas seguraram a torcida pulsando e alongaram o ano esportivo do clube. Não fosse por isso, o clube já estaria com as portas fechadas.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
É preciso ressaltar a dedicação de seus torcedores, sempre dispostos a apoiar a equipe e até a contribuir financeiramente, como a vaquinha para tentar pagar o estádio em Itaquera, cuja arrecadação bateu nos R$ 40 milhões.
Na lata do lixo
O Corinthians não merece a sua torcida. Os dirigentes não merecem estar no comando de um dos clubes mais populares do Brasil. Neste ano, eles tentaram de todas as formas jogar o escudo e a camisa do time na lata do lixo. Mas não conseguiram. O futebol, com tantos trancos e barrancos, foi o que de melhor aconteceu com o Corinthians nesta temporada. O resto, é lixo para ser reciclado.





