Longe do CT do Corinthians e também da Neo Química Arena, em Itaquera, tem uma turma que torce fervorosamente por Breno Bidon, volante do time de Dorival Júnior e um dos melhores jogadores do elenco. O Corinthians acabou de ganhar a Copa do Brasil. Já havia vencido o Paulistão. O garoto cresceu na base do clube. Ele fez a jogada, e que jogada, do segundo gol do time contra o Vasco, de Memphis Depay, mas com participação de Matheuzinho e Yuri Alberto. Foi uma jogada espetacular. Breno Bidon ganhou a Copinha pelo Corinthians antes de se juntar ao time principal. Ele tem 20 anos e seu caminho deve ser a Europa. Mas sem pressa.

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Antes de se profissionalizar, o garoto acompanhava seu pai, Glaucio Bidon, nos jogos de várzea com a turma do Garrafão, no campo de terra batida do antigo grêmio da empresa de vidro Santa Marina, na zona oeste de São Paulo. Os jogos eram aos domingos de manhã. A escalação dos dois times de futebol de campo dependia da ordem de chegada dos “atletas”. Bredo Bidon chegou muitas vezes com o seu pai, sempre um dos primeiros da lista do coordenador Gallo. 

Turma do Garrafão, no campo de terra batida da Santa Marina, onde Breno Bidon jogava com o seu pai / Garrafão

O café da manhã era em uma padaria próximo dali. Café com leite e pão com manteiga. Breno era um garotinho com um grande sonho: ser jogador profissional. Seu pai era o melhor do time. Ou um dos melhores. Quando queria, desequilibrava.

Breno era um garotinho

O Garrafão onde Breno Bidon “cresceu” ainda está em atividade, agora no campo do Primavera, próximo à avenida Inajar de Souza. Ainda joga aos domingos. Breno não joga mais. Desde que se profissionalizou ou até antes disso, quando a carreira começou a deslanchar, ele parou de brincar na várzea. Havia riscos de se machucar e o futebol profissional não permite essas escapadinhas.

Seu pai ainda está lá, como todos os outros amigos da turma. Todos mais velhos, mas ainda dispostos a jogar. O pega é o mesmo. O Garrafão joga com dois uniformes. Um na cor vermelha e outro na cor azul. Todos os jogadores têm as duas versões. Eles já saem do vestiário sabendo a cor da camisa. Breno era um garotinho franzino, que brincava no meio de campo.

Breno Bidon com a camisa 9, entre o seu pai, Glaucio, e o jornalista Robson Morelli no terrão do Santa Marina / Garrafão

A lista é grande dos “jogadores” do Garrafão que viram o garotinho crescer e se transformar nesse jogador. Todos têm orgulho do menino. É como se Breno fosse um pedacinho de cada um daquele time agora com a camisa do Corinthians, em jogos importantes, decisões no Maracanã e conquistas eternas. Breno se tornou o que todos queriam ser. De maneira indireta, ele realizou o sonho daquela turma. Turma da qual tenho muito orgulho de fazer parte.

Na mira de clubes da Europa

Como repórter, fiz uma das primeiras reportagens com Breno Bidon, em sua casa, quando ele despontava no futebol. Eu já sabia do que ele era capaz. Foi uma questão de tempo vê-lo em ação e ser aplaudido pela jogada que fez no segundo gol do Corinthians contra o Vasco na conquista da Copa do Brasil dentro do Maracanã, templo maior do futebol, onde já brilharam jogadores como Ronaldo, Romário, Zico, Júnior, Rivellino e até Messi.

Breno Bidon assinou o seu contrato na gestão do presidente Augusto Melo e Fabinho Soldado / Corinthians

Breno tem uma família linda, educada, atenciosa e que só tem ajudado em seu amadurecimento na carreira. Yuri Alberto chamou a mãe de Breno de tia ao fim da partida contra o Vasco, numa comunhão bonita entre os meninos. Glaucio tem muito orgulho do filho. E a turma do Garrafão também.

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