Leonardo de Sá
A Copa do Mundo de 2026, marcada para começar no dia 11 de junho, já mobiliza o público brasileiro. A menos de um ano do torneio, uma pesquisa da Ipsos mostra que 71% dos brasileiros planejam assistir aos jogos da competição, índice superior à média global, que é de 59%. O Mundial será o primeiro com 48 seleções e terá jogos distribuídos entre Estados Unidos, México e Canadá. O relátorio foi realizado entre 24 de outubro e 7 de novembro de 2025, com 23.642 adultos entrevistados em 30 países por meio da plataforma online Global Advisor. No Brasil, a amostra foi de aproximadamente 1.000 pessoas, representativa da população adulta conectada.
O Brasil está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti, mas chega ao torneio cercado de expectativa após ciclos recentes marcados por frustrações em fases decisivas. O levantamento faz parte do relatório Predictions 2026, que analisou percepções e expectativas em 30 países.

Geração e gênero
O entusiasmo pela Copa de 2026 não é uniforme entre os diferentes perfis analisados. No recorte global, o interesse é maior entre homens da Geração Z, nascidos entre 1996 e 2012, enquanto o menor engajamento aparece entre mulheres da geração Baby Boomer (1945 a 1965), grupo no qual apenas 39% afirmam intenção de acompanhar o torneio.
No Brasil, o padrão se repete parcialmente. Homens da Geração Z lideram o interesse, com 84% afirmando que vão se preparar para assistir à Copa. Na sequência aparecem as mulheres Millennials (nascidas entre 1981 e 1996), com 76%. A principal diferença em relação à média mundial está entre os Baby Boomers: no Brasil, os homens desta geração são os menos interessados, com 54%, contra 67% das mulheres do mesmo grupo etário.
Preocupação da torcida
Outro ponto que chama a atenção no levantamento diz respeito às condições climáticas. Quase metade dos brasileiros (48%) acredita que ao menos um jogo da Copa de 2026 pode ser cancelado ou abandonado por eventos climáticos extremos, percentual idêntico à média dos 30 países analisados.

A preocupação tem base recente. Durante o Mundial de Clubes da Fifa disputado neste ano nos Estados Unidos — um dos países-sede da próxima Copa —, diversas partidas foram paralisadas por causa de tempestades e incidência de raios, reacendendo o debate sobre protocolos de segurança e calendário em regiões com clima instável no verão.
Argentina desacreditada
Atual campeã do mundo, a Argentina não aparece como favorita absoluta entre os entrevistados. Globalmente, 59% acreditam que os argentinos não conquistarão o título novamente. De modo que o ceticismo é maior em países tradicionais: Brasil e Japão (25%) lideram entre os que mais duvidam do bicampeonato do time de Messi, seguidos pela Alemanha (20%).
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Entre os próprios argentinos, no entanto, o cenário é o oposto. No país de Maradona e Messi, 87% dos entrevistados acreditam em um novo título, reforçando a confiança na manutenção da hegemonia iniciada em 2022. Mas o otimismo também passa pela possibilidade de contar novamente com Messi, que pode disputar em 2026 seu último Mundial pela Albiceleste.





