Leonardo de Sá
O Flamengo encerra a temporada de 2025 com resultados expressivos também fora de campo. O orçamento aprovado pelo clube previa uma arrecadação de 35 milhões de euros (R$ 228 milhões) com a venda de jogadores ao longo do ano, mas o desempenho esportivo consistente e a valorização do elenco permitiram à diretoria superar com ampla margem esse objetivo. Com a negociação de Juninho, o clube alcançou R$ 545 milhões arrecadados em saídas de atletas, consolidando um dos maiores volumes de vendas de sua história recente.
Apesar de concluída na última semana, a venda do jogador ao Pumas, do México, não será contabilizada no orçamento de 2025. O acordo prevê pagamento de forma parcelada, o que faz com que os valores só entrem nos cofres rubro-negros a partir de 2026 apenas. O clube mexicano se comprometeu a pagar 5 milhões de euros (R$ 32,3 milhões) pelo atacante, valor que já está garantido contratualmente, mas que ficará para o próximo exercício financeiro.

Juninho foi o sexto jogador negociado pelo Flamengo em 2025, em um movimento contínuo de reformulação e valorização do elenco. Antes dele, o clube já havia concretizado as vendas de Fabrício Bruno, Wesley, Alcaraz, Gerson e Matheus Gonçalves, todas com impacto direto no caixa. Somadas, essas seis negociações renderam 85 milhões de euros (R$ 545,6 milhões), número muito superior ao inicialmente projetado pela diretoria no início da temporada.
Fla campeão de vendas
Além das transferências em definitivo, o Flamengo também obteve receitas com negociações temporárias. O empréstimo do jovem Lorran ao Pisa, da Itália, rendeu 500 mil euros (R$ 3,1 milhões) imediatos. O contrato ainda prevê obrigação de compra ao fim do vínculo, em junho do próximo ano, no valor de 4 milhões de euros (R$ 26,2 milhões), o que pode ampliar ainda mais a arrecadação rubro-negra no médio prazo.

Equilíbrio financeiro
A meta da diretoria para 2025 era clara: vender mais do que contratar, mantendo competitividade esportiva sem comprometer as finanças. Em números absolutos, o Flamengo realizou sete contratações e seis vendas, sendo que uma delas, Juninho, também aparece na lista de reforços da temporada — foi, inclusive, o primeiro jogador anunciado na gestão de Luiz Eduardo Baptista. Ainda assim, o balanço financeiro foi amplamente favorável.
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Ao todo, o clube investiu R$ 355,8 milhões em contratações ao longo do ano. O valor não inclui as luvas pagas a Saúl, que não constaram no último balanço divulgado pelo Flamengo, e, por isso, ficaram fora da conta. A contratação mais cara da temporada foi a de Samuel Lino, que chegou do Atlético de Madrid por 22 milhões de euros (R$ 143 milhões), além de bônus condicionados ao cumprimento de metas esportivas.
Temporada de ouro
O controle financeiro foi acompanhado por um desempenho esportivo de alto nível. Em 2025, o Flamengo conquistou quatro títulos em seis competições disputadas, levantando as taças do Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores. As conquistas reforçaram o valor de mercado do elenco e deram sustentação ao planejamento da diretoria – que teve recordes de arrecadação com premiações no ano. A combinação entre resultados em campo e superávit nas negociações de jogadores consolidou 2025 como uma das temporadas mais completas da história recente do clube.





