Leonardo de Sá

A permanência de Filipe Luís no comando do Flamengo, hoje tratada como prioridade interna, voltou a ficar sob risco. A poucos dias do fim do contrato, o clube enfrenta o mesmo obstáculo que já havia travado a renovação no meio do ano: os valores do novo acordo. O impasse reacendeu a possibilidade, vista como remota, mas existente, de o Rubro-Negro desistir da negociação após meses de conversas e ajustes estruturais. E duas conquistas importantes, da Libertadores e do Brasileirão.

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A primeira proposta oficial do Flamengo foi apresentada ainda em maio, e desde então as partes avançaram em praticamente todos os pontos, como bonificações, multa rescisória e duração — o novo vínculo seria válido até o fim de 2027. Porém, o acordo atravancou por divergências financeiras que nenhum dos lados está disposto a flexibilizar até o presente momento.

Negociação entre Filipe Luís e Flamengo encontrou novo entrave ligado às questões financeiras do treinador / Flamengo

O entrave não é novo. E voltou a ganhar força após Filipe Luís comunicar ao Flamengo suas exigências salariais: o técnico deseja receber valores no mesmo patamar de Abel Ferreira, treinador do Palmeiras e o mais bem pago do país. Caso aceite a pedida, o Rubro-Negro teria um custo próximo de R$ 2,5 milhões mensais com o comandante e sua comissão — cifra que representaria um aumento de quase dez vezes em relação ao salário atual do ex-lateral.

Comissão para Jorge Mendes

Segundo o jornal O Globo, há ainda a solicitação para que uma bonificação de 10% da negociação seja destinada ao agente Jorge Mendes, representante do treinador. A comissão é vista internamente como um dos pontos mais sensíveis, ao lado do impacto total da operação na folha salarial.

Flamengo aguarda avanço das negociações, mas já prepara um plano B para possibilidade de mais percalços / Flamengo

Apesar de considerar a valorização “compatível” com a temporada de conquistas de 2025, a diretoria entende que já esticou ao máximo o teto previsto para a renovação. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, se afastou da linha de frente das conversas e deixou a condução ao diretor José Boto, mas tem reiterado internamente que não pretende ceder além do que foi ofertado.

Planos travados e prazo curto

A indefinição sobre o comando também afeta o planejamento esportivo. Como todas as medidas para 2026 projetam a continuidade do treinador, o clube só pretende acelerar a janela após resolver o futuro de Filipe Luís. A diretoria trabalha com planos B e C, embora mantenha o discurso de otimismo — a avaliação predominante é a de que a permanência ainda é o cenário mais provável, desde que haja um ajuste final nas condições financeiras.

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O prazo, porém, joga contra. Com o contrato válido até 31 de dezembro, as próximas datas serão determinantes para um desfecho. Caso não haja acordo até o Ano-Novo, a renovação — já tratada como longa demais — ganhará contornos definitivos e impactará diretamente a pré-temporada do time. A expectativa é de resolução rápida. Porém, cresce a sensação de que o futuro do treinador passou a depender menos de vontade — e mais de números.

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