Por Matheus Trunk
A terceira passagem de Gabigol pelo Santos começou nesta segunda-feira. O atacante se apresentou na Vila Belmiro cheio de planos, mais humilde e avesso a dar passos maiores do que as pernas, como jogar a Copa do Mundo. Alegre e risonho, o jogador não deixou perguntas sem respostas. “Precisamos montar um time forte, uma formação que consiga ajudar nossos jogadores de frente e de trás”. Quando questionado sobre sua volta ao clube que o formou, ele foi inteligente. “Eu preciso mais do Santos do que o Santos de mim.”
O jogador comentou diversas vezes que o Santos é “sua casa” e que queria ter voltado ao clube antes. O atacante revelou que desde o meio do ano passado, ele já negocia com o Cruzeiro sua transferência. Também elogiou o clube mineiro e o presidente Pedrinho Lourenço pela liberação sem custos. O empréstimo tem duração de um ano. O clube paulista ficará responsável por R$ 1,25 milhão dos R$ 2,5 milhões do salário do atleta. O Cruzeiro pagará a diferença, assim como as luvas do contrato.

O presidente Marcelo Teixeira mostrou-se mais empolgado do que Gabigol para falar da seleção brasileira ao entregar a camisa 9 para o atacante. “Você veste a camisa 9 do Santos hoje com vista a fazer um bom primeiro semestre, um maravilhoso desempenho para que você também seja um jogador do Santos a defender a seleção brasileira na Copa do Mundo”, afirmou o mandatário. Mas o próprio Gabigol rebateu o cartola, por quem tem estima admiração. “O presidente está sendo bastante otimista, claro que é um sonho estar na seleção. Sempre vai ser um objetivo, até eu encerrar minha carreira. Mas meu momento não condiz com isso. Minha seleção vai ser o Santos.” Veja a entrevista de Gabigol.
O desejo da volta
“Meus agradecimentos ao Pedrinho e ao Cruzeiro por eles terem entendido esse momento pessoal. As coisas não aconteceram tão fáceis quanto a gente imaginava. Mas desde o começo do meio do ano até o fim, o Pedrinho sabia que eu queria voltar para o Santos. Eu estou muito feliz que isso aconteceu.”
De novo na Vila
“Fui criado aqui dentro. Desde os meus oito anos, eu jogo no Santos. Esse sonho da volta começou em casa, quando a Rafaella (Santos, namorada e irmã de Neymar) começou a falar para eu voltar a Santos. Os meus pais também me pediram isso. E eu sempre tive vontade de voltar, isso iria acontecer em algum momento. Não esperava que fosse acontecer assim. Estou na minha casa. O presidente Marcelo (Teixeira) que me conhece desde criança. As coisas começaram a acontecer e quando chegou até mim, não tive dúvida de que era o momento certo e a hora certa de voltar para casa.”
Protagonista com Neymar
“Eu acho que a gente precisa muito mais do time do que Santos precisa da gente. Então, creio eu que precisamos montar um time forte, uma equipe com uma formação que consiga ajudar os nossos jogadores da frente e de trás. O que precisar de mim, com a minha experiência… São mais de 200 jogos com a camisa do Santos. Eu vou estar disposto a ajudar tanto dentro quanto fora de campo. Mas pelos treinos, vejo um time muito empenhado, um time muito bom com as características de Vojvoda.”

Estreia
“Espero que sábado seja uma estreia muito bonita para nós. Vamos enfrentar um grande adversário (Novorizontino), que vem treinando antes da gente. Então, isso também conta, mas na Vila (Belmiro) a gente não pode deixar pontos.”
Tática do Santos
“É um estilo que cabe a mim: a pressão mais curta, a pressão no campo do adversário. E é o DNA do Santos. Ter a bola, atacar com bastante jogadores, fazer gols, correr riscos. Então, estou no lugar certo, na hora certa para poder ajudar o Santos.”
Jogar com o cunhado Neymar
“Todo mundo sabe que o Neymar é meu ídolo e também um amigo. A gente jogou junto na seleção e foi muito feliz dentro e fora de campo. O que a gente realmente quer, tanto eu quanto todos os jogadores, é ajudar o Neymar a estar 100%, porque a gente precisa dele na Copa. E também ajudar o Santos a estar no lugar certo, que é brigando por títulos. Não tem como a gente prometer títulos, mas o Santos tem sempre de estar ali perto no Brasileiro, na Sul-Americana, na Copa do Brasil e no Paulista.”
Jogar com garotos
“Eu estou aqui para ajudar não só os meninos, mas também os outros mais experientes. E também ser ajudado. Sempre passa um filme andando em Santos, né? Eu sento aqui, vejo esses ídolos aqui. Chego no CT e vejo o Robinho (Júnior), o Bontempo, o Souza e passa um filme na minha cabeça de tudo o que aconteceu. Eu estou aqui para ajudar. Então, o que eles precisarem de mim, podem contar comigo e com a minha experiência.”
Seleção e Copa do Mundo
“O presidente (Marcelo Teixeira) está sendo bastante otimista, claro que é um sonho estar na seleção. Sempre vai ser um objetivo, até eu encerrar minha carreira. Mas meu momento não condiz com isso, mas não é impossível. Minha seleção vai ser o Santos. Talvez eu precise mais do Santos do que o Santos de mim.”
Ano no Cruzeiro
“Não acho que foi um ano tão ruim assim como falam. Tive poucos minutos, mas fui o vice-artilheiro jogando em uma posição que não era talvez a adequada. Acredito que vou ter minutos e a confiança do treinador. Tenho 29 anos ainda, acredito que sou novo, nunca tive nenhuma lesão grave, claro que os últimos anos no Flamengo foram difíceis por várias questões, mas estive à disposição no Cruzeiro. É colocar isso em prática.”
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O Santos estreia na temporada contra o Grêmio Novorizontino no próximo sábado, dia 10, às 16h, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista. É bem possível que esse jogo marque a reestreia de Gabigol com a camisa do time.





