O São Paulo começou 2026 da mesma forma que acabou 2025: com dias de turbulência nos bastidores do clube, acusações e desconfiança. A gestão do Morumbi virou caso de polícia. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar uma série de 35 saques em dinheiro das contas do clube, realizados entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, portanto na gestão do presidente Julio Casares. Ao todo, o montante retirado das agências bancárias soma R$ 11,1 milhões.

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De acordo com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a maioria das operações (33 de 35) ocorreu no Banco Bradesco. O levantamento detalha um crescimento acentuado nos valores retirados, com o pico ocorrendo em 2024. Veja:

2021: R$ 1,5 milhão (7 saques)
2022: R$ 1,2 milhão (6 saques)
2023: R$ 1,4 milhão (6 saques)
2024: R$ 5,2 milhões (11 saques)
2025: R$ 1,7 milhão (5 saques)

A investigação aponta que, após os dois primeiros saques realizados por um funcionário, o clube passou a utilizar empresas de carro-forte para as retiradas em 28 das 35 operações. Em nota, o São Paulo informou que possui todos os registros contábeis e que os valores foram destinados ao pagamento de despesas operacionais, passando por processos de auditoria. O clube reforçou que “não existem saques sem registro e a devida contabilização”. A reportagem é do Uol. Nada foi comprovado ainda.

Julio Casares, presidente do São Paulo, já acionou os seus advogados e se coloca à disposição da investigação / SPFC

A defesa do presidente Julio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, destacou que as movimentações pessoais do dirigente possuem origem lícita e são compatíveis com sua trajetória profissional. “Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração”, diz a nota. Ela contesta que o dirigente precise de dinheiro do clube, além do que recebe mensalmente pela sua posição. O São Paulo tem dirigentes remunerados.

Oposição aponta o dedo para Casares

O caso inflamou a oposição no Morumbi. O grupo Frente Democrática Em Defesa do São Paulo organizou uma notícia-fato junto ao Ministério Público apontando o dedo para Casares. Conselheiros já discutem pedidos de afastamento e até de renúncia do dirigente, embora aliados de Casares informam que ele não vai deixar o cargo.

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Ele tem mais um ano de mandato. Este é o segundo escrutínio recente sobre o clube, que já é investigado pela venda ilegal de ingressos em camarotes do estádio. Nesse caso, a ex-mulher do presidente é apontada como pivô da operação supostamente ilegal.

Nota Oficial

Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam a defesa particular de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do COAF, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira. Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.

Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações – com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial”.

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