A saída de Weverton do Palmeiras com destino ao Grêmio tem algumas lições. A primeira delas, que deve ser reconhecida, é a disposição do clube de Leila Pereira de abrir mão do goleiro sem custos para o comprador, num gesto respeitoso ao profissional que tinha contrato até dezembro. No mundo dos negócios e dos milhões de reais voando de um lado para o outro no futebol, isso não se admite.

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Vai ter gente dentro do Palmeiras reclamando e dizendo que Leila deixou de ganhar na venda do jogador. É verdade. Mas o gesto pode ser muito mais lucrativo para o clube do que um cheque de R$ 1 milhão, R$ 2 milhões ou até R$ 3 milhões do repasse do contrato do atleta. Há um simbolismo no gesto. Um sentimento de gratidão.

Weverton, de olhos bem abertos, deixa o Palmeiras para continuar fazendo história no Grêmio / Palmeiras

O gesto de liberar um ídolo ou um atleta que ganhou 12 títulos em sua passagem pelo clube, de 2018 a 2026, mostra a grandeza do Palmeiras e como o clube trata os seus profissionais. O elenco aplaude isso. A notícia corre de clube em clube pelo Brasil. Faz diferença. O outro caminho era tratar a saída conforme reza a cartilha dos negócios e do mercado esportivo, o famoso “mostre o dinheiro”.

Sem aposentadoria

Mas há um ponto negativo nessa história por parte do Palmeiras. Abel Ferreira, em sua avaliação do elenco, “aposentou” Weverton antes da hora, aos 38 anos, sem consultá-lo. Para o técnico do Palmeiras, o goleiro seria reserva em seu último ano de contrato e por isso deveria ser esquecido ou deixado no fundo da gaveta, como se faz com camisas velhas que não queremos mais usar. O treinador entendeu que chegou a vez de Carlos Miguel, mais novo, mais alto e mais forte. Mas também menos experiente.

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Weverton não aceitou essa condição que estava sendo imposta a ele no Palmeiras. E tratou de dizer ao Brasil que queria continuar. Ele assinou contrato com o Grêmio por três temporadas. Portanto, não estava no fim de linha. Será titular no clube gaúcho e continuará fazendo história. No Palmeiras, ele se junta aos campeões que mais festejaram taças na história do clube, como os ídolos Ademir da Guia, Dudu e Gustavo Gómez, para citar alguns.

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