Por Paulo Vinícius Coelho, o PVC

Raphinha foi defendido pelo técnico do Barcelona, Hansi Flick, como o grande protagonista da última Champions League. Logo depois da eleição da Fifa, que escolheu Dembélé como craque do planeta, o treinador alemão disse: “Ver a escolha dos onze melhores da temporada sem o Raphinha é uma piada! Foi o jogador mais influente.”

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A sentença de Hansi Flick se confirmou na primeira semana de 2026, com o brasileiro ajudando o Barça a ganhar a Supercopa da Espanha, com dois gols e uma assistência nos 5 x 0 sobre o Athletic Bilbao e dois gols, melhor em campo, nos 3 x 2 sobre o Real Madrid. Em síntese, Raphinha ajudou a derrubar Xabi Alonso.

Raphinha vive excelente fase com o Barcelona e pode se um ponto forte do Brasil na Copa do Mundo / CBF

Vinícius Júnior não jogou bem, mas marcou o gol mais bonito de sua carreira. Rodrygo, aos poucos, volta à sua melhor forma. E ainda tem Estêvão, brilhante em momentos importantes do Chelsea, e Endrick, estreante com gol no Lyon, da França. Que o Brasil não tem time montado para ganhar a Copa do Mundo, todo mundo sabe. Mas o argumento da falta de talentos cai por terra a cada fim de semana. Se Raphinha, Vinicius, Rodrygo e Estêvão chegarem em grande forma ao Mundial, não vai ser fácil ganhar do Brasil.

Como Romário e Bebeto em 94

Foi parecido com o início do ano de 1994, com a seleção desacreditada e clássico espanhol. No dia 8 de janeiro, Romário marcou três gols e o Barcelona goleou o Real Madrid por 5 x 0. O técnico merengue, Benito Floro não caiu naquele dia, mas dois meses depois, e como efeito direto daquela derrota. O Baixinho havia prometido ser goleador do Campeonato Espanhol com 30 gols, em sua primeira temporada na Catalunha. Marcou exatas trinta vezes.

Só os mais sábios percebiam que se Bebeto e Romário chegassem em alto nível aos Estados Unidos, seria muito difícil ganhar do Brasil. Assim aconteceu.

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Carlo Ancelotti já deixou claro que não pretende ter jogadores com a ambição de serem eleitos os melhores do mundo. Quer outro tipo de craque. O influente, o que participa do jogo coletivo, decide jogos e não precisa se orgulhar disso publicamente. É o caso de Raphinha, na visão de Hansi Flick. Se a seleção chegar a junho com uma equipe estruturada defensivamente e com Raphinha, Vinícius, Rodrygo e Estêvão em alto nível. Ah, vai ser difícil ganhar do Brasil.

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