O São Paulo deixou a situação administrativa do clube chegar à beira do insustentável. Isso tem a ver com as acusações contra o presidente Julio Casares, que deveria permanecer no cargo até dezembro deste ano. O que passou de sua gestão tem de continuar sendo investigado. O clube não pode sofrer qualquer desvio de dinheiro, como se supõe pelas investigações. É preciso ser lembrado que Casares não é réu nem se comprovou nada ainda contra ele, mesmo depoimentos confusos e diferentes.

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O processo contra a gestão Casares precisa continuar, doa a quem doer. Se todas as falcatruas denunciadas forem provadas e confirmadas, a lei deve ser aplicada, os envolvidos devem responder aos processos e o dinheiro supostamente desviado tem de ser devolvido. São R$ 12,5 milhões, sendo que R$ 1,5 milhão foi diretamente para a conta do presidente.

É preciso pensar no São Paulo: o melhor para o clube, independentemente do impeachment, é a saída de Casares / SPFC

Esse processo não depende do “sim” ou do “não” dos conselheiros do clube para o impeachment de Casares. É preciso que o clube apure internamente e também que a Polícia Civil siga com as suas investigações.

O clube está parado

O problema é que o São Paulo está ingovernável. Tudo foi parar na lata do lixo. Os ventiladores do Morumbi espalham desconfiança e descrédito para todos os lados em relação à gestão de Casares. Esse sentimento não tem nada a ver com a decisão do processo de impeachment. Mesmo se o presidente e seus aliados estourarem uma champanhe ao fim da noite desta sexta e acenderem os seus charutos, o São Paulo não vai sair do fundo do poço.

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Há um sentimento de fim de feira e terra sem comando, uma espécie de oeste americano sem lei. E o pior cenário é a permanência de Julio Casares no comando, mesmo se ele for “absolvido” pelos conselheiros tricolores. Para o bem de sua saúde e da saúde administrativa e financeira do São Paulo, Julio Casares deve renunciar. A partir daí, ele continua o seu processo de provar que não é responsável por nada de ilícito do que está sendo acusado. Faria sua defesa sem ocupar a cadeira de presidente.

Novas eleições já

Dessa forma, o São Paulo teria caminho livre para tentar se reestruturar e ganhar tudo o que perder entre sua própria gente: cardeais, futebol, jogadores, comissão técnica e torcida. Não há como seguir sem credibilidade. E a credibilidade do São Paulo hoje está zerada. Para o bem do São Paulo, o clube deve ter novas eleições já.

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