O Barcelona colocou pouco mais de 51 milhões de libras, cerca de R$ 355 milhões, na mesa do Manchester City para tentar contratar Rodri. A nova oferta, revelada pelo The Times, é a segunda investida catalã pelo melhor jogador da Copa do Mundo de 2026 e mostra que o clube de Hansi Flick decidiu transformar o volante espanhol em prioridade absoluta nesta janela. Mas por que o Barcelona quer tanto o volante espanhol? Porque o clube entende que o jogo voltou para o meio de campo e Rodri tem características de comandar o time coletivamente e os seus companheiros no vestiário. Sua liderança é nata, de técnica e postura. Rodri melhora qualquer time.
A primeira proposta já havia sido recusada pelo City. O valor girava em torno de 38,5 milhões de libras, aproximadamente R$ 266 milhões. A resposta negativa dos ingleses não afastou o Barcelona da mesa de negociações. Pelo contrário. O clube catalão aumentou a oferta, incluiu a possibilidade de bônus e tenta acelerar a negociação para ter Rodri integrado ao elenco o quanto antes.

Rodri virou obsessão no Camp Nou. Ele é hoje o meio-campista mais pronto para mudar o nível do Barcelona imediatamente. Aos 30 anos, recuperado de uma grave lesão no joelho e valorizado pela Copa do Mundo, o espanhol saiu do Mundial como campeão, líder técnico da seleção e Bola de Ouro do torneio. Não é apenas um reforço. É uma contratação de hierarquia.
Barcelona dá chapéu no Real
O movimento também tem peso político no futebol espanhol. Antes da entrada forte do Barcelona, o Real Madrid aparecia como destino possível para o atleta. O clube merengue havia mudado de posição e estudava avançar pelo volante, com valores projetados entre 40 milhões de euros e 50 milhões de euros. Mas a entrada do Barça mudou a novela e colocou o maior rival em posição desconfortável.
O Barcelona sabe que não está comprando apenas um jogador. Está tentando trazer o cérebro da Espanha campeã do mundo para um elenco que já tem Lamine Yamal, Pedri, Gavi, Dani Olmo, Ferrán Torres e Cubarsí. A ideia é clara: transformar a base da seleção espanhola no coração do novo Barcelona, de Hansi Flick. Rodri seria o eixo central desse projeto.
Mas o City tem de aceitar
A pressa também tem explicação médica. Frenkie de Jong sofreu uma lesão no joelho durante a Copa e pode desfalcar o Barcelona por meses. Sem De Jong em plenas condições, Rodri vira mais do que desejo. Vira necessidade. O espanhol entrega controle de jogo, passe vertical, imposição física, leitura defensiva e liderança. É o tipo de volante que organiza uma equipe inteira sem precisar aparecer em todos os lances. Foi assim no Manchester City, de Pep Guardiola. Foi assim na Espanha campeã do mundo também.

O problema é convencer o City de que o dinheiro é bom. O clube inglês não costuma vender barato seus pilares e ainda tem Rodri sob contrato até junho de 2027. A página oficial do City registra a renovação do espanhol até essa data, o que dá margem de negociação ao clube, mas também coloca pressão: se não renovar, a janela atual pode ser uma das últimas para receber valor alto pelo jogador. O próprio mercado inglês já começa a se mexer. O Manchester City observa Enzo Fernández, do Chelsea, como possível substituto caso aceite negociar Rodri. Isso não significa que a venda esteja encaminhada, mas mostra que o City já olha alternativas para uma perda que, semanas atrás, parecia improvável.
Rodri tem 30 anos
Para o Barcelona, a operação é cara, mas tem lógica esportiva. Rodri tem 30 anos, mas joga em uma posição em que inteligência e leitura pesam tanto quanto explosão. Um contrato de quatro temporadas seria longo, mas também faria sentido para um clube que tenta voltar a mandar na Europa com uma base espanhola forte e identificada com a seleção. A contratação, se acontecer, terá impacto imediato. Rodri chegaria para ser titular, líder e referência. Não seria reforço de rotação nem nome para compor elenco. Seria o jogador responsável por dar equilíbrio a um time jovem, talentoso e às vezes instável.
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Ainda não há acordo fechado. O City recusou a primeira oferta, recebeu uma segunda maior e deve tentar extrair mais dinheiro ou bônus do Barcelona. Mas a negociação entrou em outro patamar. Quando um clube aumenta a proposta para R$ 355 milhões por um volante de 30 anos, é porque já decidiu que não está apenas sondando. Rodri, hoje, é o jogador que o Barcelona acredita poder transformar a temporada.





