O recado desta Copinha e da final vencida pelo Cruzeiro por 2 a 1 diante do São Paulo neste domingo, aniversário de 472 anos da cidade de São Paulo, é uma só: a base está voando de norte a sul do Brasil. O que se viu nesta edição da competição, com 128 times, foi uma geração ótima, com moleques bons de bola e de muita personalidade. Eles estão em busca de oportunidades nos times de cima e também no mercado.
O Cruzeiro foi bi campeão. A primeira conquista ocorreu em 2007, também diante do rival do Morumbi. A base do clube de Pedrinho Lourenço, dono da SAF e presente no Pacaembu na decisão da garotada, deve ser bem aproveitada pelo técnico Tite. Aliás, com a conquista, o time de Minas Gerais confirma sua mudança de patamar no cenário nacional, e se coloca definitivamente entre Flamengo e Palmeiras na briga por tudo em 2026.

É preciso também reconhecer esse grupo do São Paulo, um dos melhores do Brasil. Não há dúvidas disso. A derrota não pode jogar na lata do lixo essa safra. Longe disso. Boa parte desses meninos vai ajudar o técnico Crespo na temporada. O clube precisa desses jogadores e do seu frescor. Alguns devem ser negociados em breve. A tristeza na cara desses meninos depois da derrota se justifica apenas pela decisão perdida. Mas a Copinha não é ganhar apenas. O São Paulo lutou pelo bi da Copinha. Não deu.
Orgulho tricolor
Mas todos esses jogadores devem erguer a cabeça. A Copinha é a antessala do profissional, ganhando ou perdendo a competição. Há jogadores no Brasil que fizeram história no futebol e que nunca ganharam o torneio, assim como há atletas que ergueram o troféu, mas não tiveram a mesma sorte no profissional.
Arrisco a dizer que esse time do São Paulo foi a melhor coisa que aconteceu no clube nesta temporada, que só está começando. A base não se contaminou com tudo o que ocorreu no clube nos últimos meses. O novo presidente, Harry Massis, fez questão de dar as medalhas aos seus jogadores, num gesto nobre para quem está chegando e caiu de paraquedas. Boa parte desses meninos querem ser chamados para treinar no time de cima nesta semana ainda. Que férias, que nada!
Todos os campeões
Corinthians – 11 títulos (1969, 1970, 1995, 1999, 2004, 2005, 2009, 2012, 2015, 2017 e 2024)
Fluminense – 5 (1971, 73, 77, 86 e 1989)
Internacional – 5 (1974, 78, 80, 98 e 2020)
São Paulo – 5 (1993, 2000, 2010, 2019 e 25)
Flamengo – 4 (1990, 2011, 2016 e 2018)
Atlético-MG – 3 (1975, 1976 e 1983)
Santos – 3 (1984, 2013 e 2014)
Cruzeiro – 2 (2007 e 2026)
Nacional-SP – 2 (1972 e 1988)
Palmeiras – 2 (2022 e 2023)
Ponte Preta – 2 (1981 e 1982)
Portuguesa – 2 (1991 e 2002)
América-MG – 1 (1996)
América-SP – 1 (2006)
Figueirense – 1 (2008)
Guarani – 1 (1994)
Juventus – 1 (1985)
Marília – 1 (1979)
Paulista – 1 (1997)
Roma – 1 (2001)
Santo André – 1 (2003)
Vasco da Gama – 1 (1992)





