Por Matheus Trunk
Os clubes menores vêm surpreendendo os grandes na primeira fase do Paulistão. O Palmeiras sofreu uma goleada de 4 a 0 para o Novorizontino e o São Paulo perdeu em casa para a Portuguesa por 3 a 2. Embora a Lusa tenha tradição, o time está sendo reconstruído. Nessa onda, o Velo Clube acredita que pode bater o Corinthians neste domingo, às 20h30, no Estádio Benito Agnelo Castellano.
Mas Pintado está fazendo uma campanha irregular no comando do Velo neste Estadual. O Galo Vermelho conseguiu uma vitória, um empate e amargou duas derrotas. Faltam quatro rodadas para o término da primeira fase e o clube necessita de bons resultados para se meter entre os oito classificados. Vai ter de tirar dos grandes. Além do jogo contra o Corinthians, o Velo enfrenta o Santos na oitava e última rodada. “Aqui a gente nunca esperou facilidade. Se você olhar, grandes equipes estão tendo problemas, dificuldades, mesmo com grandes investimentos. Times com bem mais investimentos do que o Velo tendo problemas…”, disse Pintado.

No entanto, o primeiro desafio é permanecer na primeira divisão do Paulistão e ainda manter uma base para as duas competições nacionais na temporada: Copa do Brasil e o Brasileiro da Série D. Em 2025, a equipe terminou o Estadual na 11ª posição. Teve uma vitória marcante contra o Santos por 2 a 1. No segundo semestre, os dirigentes optaram por não jogar a Copa Paulista para focar investimentos na reforma do estádio.
Modernização no Benitão
O Estádio Benito Agnelo Castellano, o Benitão, recebeu novas arquibancadas e ampliou sua capacidade para 10 mil pagantes. A iluminação antiga foi substituída pelo sistema LED e toda a infraestrutura foi trocada. Houve melhorias nos vestiários da arbitragem, nas cabines de imprensa e até mesmo na sede social. Foram investidos R$ 4 milhões para a modernização completa, que contou com parte da receita da prefeitura de Rio Claro.
Destaques do Velo
Dentre as contratações, a prioridade foi reforçar o setor defensivo. Pintado utiliza normalmente uma formação 5-3-2, com ênfase no contra-ataque. O experiente goleiro Marcelo Carné é um dos homens de confiança do técnico. Aos 35 anos, ele já passou por clubes de diversos Estados, como CSA-AL e Audax Rio. Seu melhor momento foi no Juventude, onde ficou por três temporadas e conquistou dois acessos.. Carné também foi titular no futebol português, defendendo equipes intermediárias como o Marítimo e o Estoril Praia.
O zagueiro Gabriel Mancha voltou ao Velo após um empréstimo ao União São João de Araras. Aos 23 anos, ele já demonstrou liderança, atuando como capitão da equipe. Com 1,94m de altura, Mancha pode usar o físico avantajado no jogo aéreo, especialmente nas jogadas de bola parada. Aos 33 anos, o lateral-esquerdo Zé Mário é outro nome respeitado no elenco. Ele perambulou por inúmeros times, como Internacional, Sport, Ponte Preta. Na última temporada, esteve na Ferroviária, onde disputou a Série B.
O meio-campista Mateus Norton é tido como o “motorzinho” do Velo. São dos seus pésm que saem as principais jogadas de ataque da equipe. Ele chegou a defender o Fluminense, lançado por Abel Braga, mas teve poucas oportunidades. Já no setor ofensivo, a referência é o atacante veterano Daniel Amorim, de 36 anos, que já passou pelo Vasco.
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História do Velo
Fundado em 1910, o Velo Clube foi uma equipe dedicada exclusivamente ao ciclismo no seu início. O futebol chegou somente dez anos depois. Em 1948, o time começou a disputar as divisões profissionais da Federação Paulista. O Galo Vermelho disputou a elite estadual pela primeira vez em 1979 e foi campeão da Série A2 em 2024. Foram 45 anos longe da primeira divisão do Paulistão.





