A cara boazinha do novo presidente do São Paulo, Harry Massis, esconde um negociador duro na queda e um gestor de pulso. Ele não quer que a sua imagem seja arranhada pelo futebol do clube. Seu mandato é tampão, até dezembro apenas, quando haverá novas eleições. Ele pode se candidatar ao cargo, mas não se manifestou ainda nesse sentido. Massis não vai facilitar a vida de nenhum rival. Por exemplo, ele já foi categórico ao dizer que Alisson só vai para o Corinthians se o dinheiro pingar na conta do Tricolor: R$ 1 milhão. Sem esse PIX, nada feito.

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Há outros R$ 500 mil para serem pagos no meio do ano. O negócio é por empréstimo, mas todos no Morumbi sabem que Alisson não volta mais. O novo presidente está disposto a deixar o jogador no elenco ou treinando longe do grupo caso o dinheiro não seja depositado. Há ainda mais 250 mil euros por metas. O volante também não poderá jogar contra o São Paulo sem uma compensação de R$ 2 milhões. Isso nunca vai acontecer.

Rafinha foi contratado pelo novo presidente do São Paulo para ser o elo do futebol com a diretoria / SPFC

Harry Massis confirmou a contratação de Rafinha como homem forte do futebol. O lateral, que era comentarista, virou dirigente. Ele vai atuar entre o vestiário no CT da Barra Funda e a sala do presidente. Espera-se que seja mais ativo do que foi Muricy Ramalho em sua última fase, antes de pedir para sair. Fiel ao presidente Julio Casares, que o levou para o futebol como coordenador, o lendário técnico de 70 anos resolveu deixar o clube após o pedido de renúncia do amigo.

Presidente está de olho em Crespo

Rafinha terá a missão de modernizar o futebol do São Paulo com a sua experiência na Europa, principalmente da Alemanha. Será ainda uma espécie de termômetro do vestiário. Massis espera ver no coordenador o que tem sido Paulinho no Mirassol, um profissional ponderado, competente e sério. Por ora, não há nenhuma certeza de que isso aconteça. Mas as partes estão animadas. Suas ações ainda serão definidas. Rafinha terá de socorrer Crespo. O time ocupa a parte inferior da tabela e pode não se classificar no Paulistão. O treinador disse que o clube também corre risco de rebaixamento.

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O novo presidente não gostou disso. Crespo comentou que a meta do São Paulo é somar 45 pontos no Brasileirão para não cair. Massis achou a frase ruim e sem ambição. Disse que ela não condiz com o tamanho do clube. Pelo menos do clube do passado. O treinador foi apenas realista com o elenco e o momento do Tricolor. Eles vão conversar.

Dívida pode aumentar

O novo presidente vai descobrir também que não há dinheiro no cofre do São Paulo. A promessa de redução de gastos em 2025 pode não se confirmar. A dívida do São Paulo é de R$ 912 milhões. A nova gestão vai começar nesta semana a tomar pé do caixa do clube, dos recebíveis e das dívidas. Todos os contratos serão analisados. E decisões serão tomadas.

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