Por Matheus Trunk

O Santos recebeu um novo transfer ban nesta quinta-feira e não pode anunciar nenhum novo reforço até pagar a dívida na Fifa. A punição está vigente após a falta de pagamento ao Arouca, clube de Portugal, pela negociação com o zagueiro João Basso, que terá o contrato rescindido. O clube da Baixada foi condenado a pagar 2,6 milhões de euros (R$ 16 milhões) para a equipe europeia e não conseguiu registrar o volante uruguaio Christian Oliva, recém-contratado do Nacional, do Uruguai.

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O departamento jurídico do Santos já sabia disso. Mas tentou argumentar que o prazo para o acerto da dívida seria até 26 de fevereiro. A equipe vai recorrer e tentar com investidores e patrocinadores o dinheiro de que precisa para quitar o débito o quanto antes. A diretoria estava atrás de mais um jogador de defesa. Mas a prioridade agora é saldar a dívida com os portugueses.

João Basso é zagueiro e chegou à Vila Belmiro na gestão Andres Rueda em 2023: ele veio do Arouca / Santos FC

João Basso chegou a Vila Belmiro em 2023 durante a gestão de Andres Rueda e permaneceu no clube para a disputa da Série B. Com Vojvoda, o jogador perdeu espaço e virou opção no banco de reservas. O treinador prefere formar a dupla de zaga titular com Adonis Frías e Luan Peres. Já Christian Oliva realizou exames médicos e conheceu parte do elenco santista. Mas ainda terá de esperar para assinar o contrato e poder atuar pelo time.

Situação complicada

A diretoria está pressionada. A tendência era contar com o jogador uruguaio na próxima partida do Paulistão contra o Novorizontino, domingo, em jogo único das quartas de final. A janela de reforços fecha no dia 3 de março e o alvinegro anunciou quatro contratações para a temporada. São eles: o volante Gabriel Menino e os atacantes Gabriel Barbosa, Rony e Moisés.

O Santos é o time brasileiro que registrou o maior número de transfer ban na história recente, tendo sofrido oito bloqueios. Além dele, outros times da Série A como Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, São Paulo e Vasco receberam punição.

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O clube paulista lidera em recorrência devido a dívidas acumuladas em gestões passadas. Somente em 2024, o Santos sofreu três bloqueios diferentes (casos Bustos, Cueva e Ochandorena). Além do Santos, outros times brasileiros como Ponte Preta, Amazonas e Ipatinga tiveram impedimentos recentes na Fifa.

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