Marquinhos deixou claro que a grande aposta da seleção brasileira está fora de campo. É o técnico Carlo Ancelotti. Ele tem a missão de reunir nas próximas semanas, e até o fim da Copa do Mundo, jogadores acostumados a atuar de formas diferentes em seus respectivos clubes. O seu trabalho é fazer com que todos eles corram para um mesmo lado e tenham o mesmo entendimento do treinador nas partidas. Marquinhos fará de tudo, como capitão e como um dos atletas mais experientes do Brasil, para ajudar Ancelotti.
O zagueiro bicampeão da Champions League com o PSG sabe do seu potencial, mas afirma que ele mesmo mudou muito nos últimos quatro anos, de uma Copa para a outra. Ele comentou viver um momento feliz profissionalmente, mas esboçou poucos sorrisos em sua primeira entrevista, certamente sabedor dos percalços que vêm pela frente na competição. Marquinhos conhece o dissabor do fracasso em Mundiais, mas também fez questão de mostrar um outro lado dessa condição, quando jogadores brasileiros lamentaram as derrotas para depois festejar as conquistas. É esse espírito que ele quer passar para os mais jovens nos Estados Unidos.

Marquinhos está calejado
Sua experiência também é dividida com a comissão técnica, como ele mesmo revelou. Marquinhos sabe o que é jogar no verão americano, sob temperaturas altas e um calor escaldante. Ele viveu isso no ano passado no Mundial de Clubes da Fifa, vencido pelo Chelsea contra o seu PSG. “É um calor absurdo. Sofremos com isso. Há mais cansaço e desgaste”, disse. Daí a necessidade de Ancelotti fazer as cinco alterações quando puder nos jogos da primeira fase, que serão sequenciais e classificatórios.
The Football já apontava o treinador italiano como a principal novidade do Brasil para a Copa de 2026. Ancelotti é maior do que todos os jogadores convocados e suas decisões, depois de tomadas, não serão questionadas. “O treinador é a nossa figura principal. Porque cada um vem de um clube, com uma filosofia de jogo diferente. E fica tudo bagunçado (se cada um quiser fazer do seu jeito). Por isso que precisa do treinador para definir a tática e o plano de jogo.”
Um só coração
Marquinhos confia plenamente em Ancelotti e se absteve de entrar na discussão sobre o sistema de jogo do Brasil, se com dois ou três jogadores no meio de campo ou três ou quatro no ataque. Disse que isso importa pouco na Copa do Mundo. O zagueiro admitiu também que fará cada partida da Copa como se fosse a última. Ele tem 32 anos e ainda muita lenha para queimar, principalmente por ter feito uma carreira na Europa, com menos jogos e campeonatos mais bem organizados. “Mas penso como se fosse a última partida, a última oportunidade…” Marquinhos foi escolhido para ser o capitão do Brasil.
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O zagueiro do PSG foi um dos primeiros a comprar a ideia do treinador de uma seleção menos dependente dos grandes jogadores, como no passado, e mais focada no trabalho de grupo. Ele terá a missão de organizar o setor defensivo sob os olhares de um técnico italiano. E todos sabem o que isso significa. Ancelotti já comentou que uma equipe forte na defesa e taticamente bem montada atrás é capaz de ganhar jogos. O técnico sabe que os atacantes do Brasil são capazes de fazer o que o time precisa se o setor defensivo fizer bem a sua parte. Ancelotti não quer encantar, ele quer ganhar a Copa.





