Se tem um expediente que irrita o torcedor de futebol é o de um time fazer cera. Deixar o tempo passar e esfriar o ritmo do adversário também tira o sono da cúpula da Fifa. Há inúmeros casos em que jogadores simulam no gramado dores e contusões apenas para parar a disputa. São atendidos e ganham minutos de jogo, além de atrapalhar o oponente. A simulação é uma praga no futebol.
Ideias para tentar combater as trapaças e a perda de tempo estarão na pauta da Assembleia Geral anual da International Football Association Board (IFAB) neste sábado, dia 28, em Cardiff, no País de Gales. The Football informa as propostas que serão debatidas. Nenhuma delas está aprovada.

Os jogadores que receberem atendimento poderão ser obrigados a ficar fora de campo por um minuto. Atualmente, as federações e ligas têm autonomia para definir suas próprias regras. Na Premier League, que reúne os clubes da primeira divisão inglesa, por exemplo, foi adotada a regra dos 30 segundos desde a temporada 2023/24. Durante a última edição da Copa Árabe, organizada pela Fifa no Catar, em dezembro, a norma era de que um jogador que necessitasse de tratamento ficaria fora de campo por dois minutos.
Contra a simulação
Foi uma ideia do ex-árbitro italiano Pierluigi Collina, o cada vez mais influente chefe de arbitragem da Fifa, para melhorar o ritmo do jogo e evitar paradas desnecessárias. No rugby, o cronômetro para em caso de lesão, o que torna raros os acréscimos absurdos de tempo. Mas a cultura da trapaça e da simulação é diferente nos dois esportes nascidos no Reino Unido e cujas regras são estipuladas pela IFAB desde quando ela era conhecida apenas como a International Board.
A Fifa insiste na contagem regressiva para tiros de meta e arremessos laterais. Após a introdução do limite de oito segundos para os goleiros colocarem a bola de volta ao jogo (sob pena de seu time conceder um escanteio), novas medidas de contagem regressiva devem ser aprovadas para outros dois lances: a execução dos tiros de meta e dos arremessos laterais deverão ser feitas em até cinco segundos. Se um jogador demorar para reiniciar o jogo, a posse de bola mudará de lado.

Dessa forma, um tiro de meta pode se tornar um escanteio para o rival, espelhando a contagem regressiva quando o goleiro está segurando a bola nas mãos. No caso dos arremessos laterais, haverá reversão da posse de bola.
VAR será mais inclusivo nos jogos
Há ainda mecanismos para as trapalhadas das substituições de jogadores. O limite de dez segundos para fazer as alterações deve ser perseguido. Caso uma equipe ultrapasse este tempo para o jogador ser trocado e sair de campo, quem entrará no lugar terá de esperar até a próxima paralisação do jogo para entrar. Isso deve ocorrer após um minuto no mínimo. Ou seja, a equipe teria de jogar com um atleta a menos.
As revisões pela equipe do VAR para os segundos cartões amarelos atribuídos indevidamente devem ser aceleradas. Hoje, as equipes de árbitros de vídeo não têm essa prerrogativa. Assim como a revisão da marcação de escanteios atribuídos erroneamente pelos árbitros. Tudo isso deve ser mais bem entendido e decidido pela arbitragem. Ou seja, a arbitragem terá de trabalhar mais rápido.

Também será proposto que a equipe do VAR possa revisar a marcação de escanteios. Esta verificação deverá ser concluída antes que as equipes se posicionem para a marcação equivocada ou não. A ideia é não parar o jogo, mas que uma imagem possa apontar a decisão correta imediatamente. Isso torna o VAR mais inclusivo nas decisões dos árbitros de campo.
Como será o impedimento
Talvez a regra em discussão mais comentada seja uma possível mudança na Lei do Impedimento. A Premier League do Canadá deverá receber permissão para iniciar testes que revisam a regra do impedimento já no mês de abril. Por sugestão do francês Arsène Wenger, ex-técnico do Arsenal, só haverá infração quando o jogador no ataque estiver completamente à frente da linha de defesa.
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Pela norma atual, a posição de um jogador é considerada irregular se qualquer parte de sua cabeça, corpo ou pés estiver mais próximo da linha de gol do que a bola e o penúltimo defensor no momento do passe. Com a alteração, o lance só seria considerado inválido se houvesse espaço livre entre o atacante e o último defensor, independentemente dos pedaços do corpo à frente ou não. O impedimento seria dado para atacantes na “banheira”. Vale ressaltar que nada está decidido e tudo será discutido.





