Por Leonardo de Sá

A presidente Leila Pereira rebateu as reclamações do São Paulo sobre a arbitragem da semifinal do Paulistão. Ele esteve na reunião na sede da Federação Paulista de Futebol. Ela respondeu aos questionamentos do diretor são-paulino Rui Costa sobre o desempenho da árbitra Daiane Muniz dos Santos no comando do clássico de domingo. Daiane foi cobrada por não ter marcado um pênalti de Gustavo Gómez. Para Leila, o sistema reage de forma diferente dependendo de quem faz a crítica, sugerindo um peso maior sobre as mulheres que reclamam.

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“Se sou eu, uma mulher, reclamando de arbitragem, vão dizer que sou histérica”, afirmou. Dessa forma, as falas da presidente indicam que o comportamento esperado de uma dirigente é julgado com mais rigor do que o de seus pares homens. Ela reforçou que prefere não comentar decisões publicamente para não terceirizar responsabilidades pelos resultados dos jogos.

Leila: presidente do Palmeiras rebate críticas feitas à arbitragem e aponta disparidade de tratamento por gênero / Palmeiras

A dirigente pontuou que polêmicas de arbitragem não devem ganhar voz pela imprensa, mas devem ser resolvidas dentro da Federação ou da CBF. Além disso, Leila ressaltou que o reconhecimento dos próprios erros é o que permite a evolução de uma gestão profissional. Portanto, sua postura visa manter o foco no desempenho do elenco, evitando alimentar debates externos que não trazem soluções práticas.

Jogo em Barueri

Sobre a final do Estadual em Barueri, a presidente lamentou a ausência do Allianz Parque, mas demonstrou confiança no apoio vindo das arquibancadas. Segundo ela, o fato de o clube atingir sua sétima decisão consecutiva na competição é o maior convite para que o torcedor compareça em peso no jogo desta quarta-feira. Assim, o Palmeiras aposta na localização estratégica do estádio para garantir um ambiente favorável no primeiro duelo da decisão.

Rigidez e situação de Rômulo

Leila manteve uma posição firme sobre a escalação do meia Rômulo, que pertence ao Palmeiras. Isso porque o contrato de empréstimo prevê uma multa de R$ 1 milhão caso o atleta seja escalado contra o seu clube. A presidente frustrou as tentativas do Novorizontino de buscar um acordo para a liberação do jogador.

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“O Palmeiras cumpre o que está no contrato. Se o Novorizontino usar o atleta, vai ter de pagar”, declarou a dirigente palmeirense. Consequentemente, a equipe do interior precisará avaliar o custo financeiro para contar com seu vice-artilheiro nas partidas finais. Ela reforçou que a manutenção do que foi pactuado é uma regra inegociável em sua gestão.

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