Por Paulo Vinícius Coelho, o PVC
Carlo Ancelotti decidiu manter a viagem a Mirassol para assistir ao Santos, mesmo sem Neymar, por duas razões. A primeira, respeito aos clubes, que já haviam sido informados com duas semanas de antecedência de que haveria a visita do técnico da seleção. A segunda, deixar claro que é a CBF, e não o jogador, quem faz sua agenda.
Falou-se sobre a presença do técnico italiano numa pequena cidade do interior de São Paulo. Ancelotti mal viu o município de 63 mil habitantes, nem teve tempo de reparar que Mirassol está instalada na região metropolitana de São José do Rio Preto, onde vivem 504 mil pessoas.

Carletto nasceu em Reggiolo, de 8.500 habitantes. O Estádio José Maia recebeu 8.132 espectadores, quase o tamanho da cidade natal do treinador. É bom dar às coisas o tamanho que elas possuem. A Mirassol, a Reggiolo e a Neymar. A quinta e penúltima lista de convocados do técnico da seleção será divulgada nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. É mais provável ouvir o nome de Endrick, do Lyon, do que do camisa 10 do Santos. A expectativa por Neymar aumentou por causa da informação de que ele está na pré-convocação. Só que esteve também em todas as relações prévias com nomes de atletas a serem chamados, nas quatro vezes anteriores em que Ancelotti montou a sua equipe. E nunca foi chamado.
Esperança em Lyon
Endrick é diferente. Não esteve em nenhuma convocação de Ancelotti, está ausente desde a última chamada de Dorival Júnior, mas se transferiu do Real Madrid para o Lyon por conselho do próprio técnico da seleção. “Sai daí e vai jogar”, disse Carletto. O próprio Endrick já admitiu que essa conversa existiu, trata o treinador como um amigo, lembra-se de que teve mais minutos em campo do que imaginava em sua chegada ao Santiago Bernabéu, antes da contratação de Xabi Alonso como substituto do italiano.
O maior problema da seleção brasileira hoje não é saber se Neymar jogará ou não, é entender se Endrick será convocado. O ponto central da data-Fifa e dos amistosos contra França e Croácia é compreender quem poderá substituir Rodrygo no time e no coração de Ancelotti. O desenho vinha se encaminhando para um meio-de-campo em linha de quatro homens, com Rodrygo, Casemiro, Bruno Guimarães e Matheus Cunha.
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Sem o Raio, com joelho lesionado, pode entrar Paquetá, que não tem jogado bem no Flamengo. Pode ser um terceiro volante, como Joelinton. Pode haver uma nova opção surpreendente. A lista de segunda-feira é bem importante para compreender o que Ancelotti fará até a Copa do Mundo. Os jogos contra França e Croácia também serão para saber qual nível competitivo o Brasil poderá ter em junho.





