Federico Valverde já é um dos principais jogadores do Uruguai para a Copa do Mundo

Meia marcou três golaços pelo Real Madrid na vitória do time espanhol sobre o Manchester City pela Champions League

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Valverde: jogador uruguaio foi o grande nome do Real Madrid na partida contra o Manchester City / Real Madrid
Valverde: jogador uruguaio foi o grande nome do Real Madrid na partida contra o Manchester City / Real Madrid

No futebol globalizado marcar três gols em uma mesma partida não é mais chamado de um triplete, mas de hat-trick. É uma expressão que veio do Reino Unido, do século 19, em uma época em que os ilusionistas arrancavam aplausos executando o truque de tirar até três coelhos da cartola. Com o passar dos anos, a expressão passou a denominar o feito de jogadores de críquete ao marcar três pontos. E passou a ser comum nos campos de futebol.

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Colecionar hat-tricks é um talento dos grandes artilheiros, como o português Cristiano Ronaldo, o francês Karim Benzema e o espanhol Raúl González, que ficaram célebres no Real Madrid, considerado o mais vencedor clube do mundo. Nesta semana, o meia uruguaio Federico Valverde se uniu a esse time seleto ao marcar os três gols da vitória do time espanhol sobre o Manchester City em jogo de ida das oitavas da Liga dos Campeões. O feito rodou o mundo.

Valverde: jogador uruguaio foi o grande nome do Real Madrid na partida contra o Manchester City / Real Madrid
Valverde: jogador uruguaio foi o grande nome do Real Madrid na partida contra o Manchester City / Real Madrid

“Sem dúvida, este foi o melhor jogo da minha carreira. Fazia muito tempo que eu não curtia tanto uma partida”, disse Valverde, logo após o jogo no Santiago Bernabéu. O jogador estará na Copa do Mundo. O Uruguai é um dos candidatos no Grupo H, com Espanha, a grande favorita, Arábia Saudita e Cabo Verde.

Proeza em 45 minutos

É impressionante que Valverde tenha realizado essa proeza em 45 minutos, durante o primeiro tempo da partida contra os ingleses em Madri. E mais notável ainda por ele não ser um goleador, mas um dos jogadores responsáveis por dar ritmo ao Real Madrid. Ele tornou-se célebre por ser um dos mais acabados exemplos de um meia “box-to-box” – em tradução literal, o jogador com resistência física, velocidade, alta intensidade e com qualidade para desarmar os adversários e conduzir a bola até a outra área, criando jogadas perigosas.

Valverde chegou ao Real Madrid em 2018, quando os dirigentes espanhóis descobriram o seu potencial, alertados por José Antonio Calafat, diretor do departamento de olheiros do clube madrilenho. Calafat é conhecido como Juni. Ele nasceu em Madri, mas foi criado no Rio. Como poucos, possui relações e conhecimento para descobrir bons jogadores na América do Sul. Foi nesta função que topou com o jovem uruguaio que chamava a atenção, em Montevidéu pela habilidade e dribles desconcertantes. Valverde era chamado de “Passarinho”. Não por acaso, o jovem uruguaio já chamava a atenção de observadores que estavam a serviço de Barcelona, Arsenal, Manchester City e Chelsea, entre outros.

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Com mais bala na agulha do que os rivais para investir e a urgente necessidade de preparar a substituição de um dos mais bem sucedidos meio-campistas da gloriosa história do clube, formado pelo brasileiro Casemiro, o alemão Toni Kroos e o croata Luka Modric, os espanhóis decidiram pagar o equivalente a R$ 30 milhões no meia do Peñarol. Foi na mesma época em que Juni deu seu aval para a contratação de um promissor atacante do Flamengo chamado Vinícius Júnior.

Vini e Valverde

Assim como ocorreu com Vini Jr, para ganhar experiência nos seus primeiros meses em Madri, Valverde foi colocado à disposição do Real Madrid Castilla, a sucursal do time principal, que joga a terceira divisão espanhola. Promovidos ao time titular, os dois estão escrevendo uma nova página na história do clube e do futebol mundial.

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