A passagem de Tite pelo Cruzeiro chegou ao fim neste domingo. O time mineiro empatou com o Vasco por 3 a 3. Nem mesmo o título recente do Campeonato Mineiro foi suficiente para sustentar o treinador no cargo. A decisão foi tomada ainda no vestiário do Mineirão. Diretoria e treinador chegaram a um acordo para encerrar o vínculo após mais um resultado frustrante. O Cruzeiro ainda não ganhou no Brasileirão após a sexta rodada. Tite estava infeliz. Ele não suporta mais a pressão do futebol. Estava sendo xingado. Não está descartado que seja o seu último trabalho à beira dos gramados.

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Tite havia sido contratado em dezembro para substituir o português Leonardo Jardim, que deixou o clube ao fim da temporada passada. A aposta da diretoria era na experiência do ex-técnico da seleção brasileira para dar estabilidade ao projeto esportivo da SAF. O começo até trouxe algum alívio com a conquista estadual, mas o desempenho no campeonato nacional rapidamente mudou o humor da torcida. Tite também estava incomodado. Ele andou brigando até com o seu filho. O futebol se tornou um tormento para ele. Tite perdeu o apoio do presidente Pedro Lourenço. Foi o seu primeiro trabalho depois de uma parada para cuidar de sua saúde mental.

Tite não resiste a mais uma partida sem ganhar no Brasileirão e é demitido do Cruzeiro após 17 jogos / Cruzeiro

A campanha do Cruzeiro na Série A foi determinante para a queda. Na estreia, o time sofreu uma goleada por 4 a 0 diante do Botafogo. Depois disso, acumulou tropeços e derrapadas: derrota para o Coritiba no Mineirão, empate com o Mirassol, nova igualdade diante do Corinthians e derrota para o Flamengo. O empate com o Vasco neste domingo foi apenas a confirmação de que o trabalho havia perdido sustentação. Nem mesmo o título Estadual salvou o treinador.

17 jogos apenas

Tite dirigiu o Cruzeiro em 17 partidas. Foram oito vitórias, dois empates e sete derrotas. O principal resultado foi o título mineiro, conquistado sobre o Atlético Mineiro há uma semana. Ainda assim, o desempenho irregular e a ausência de vitórias no Brasileirão pesaram na avaliação interna. O time ocupa as últimas posições do torneio. A diretoria já procurava outra treinador desde há semana passada.

Dois nomes surgem com força em Minas Gerais. Um deles é o de Felipe Luís, recém-demitido do Flamengo. O argentino Marcelo Gallardo, que caiu no River Plate, também vai ser consultado. O português Artur Jorge, hoje no Al-Rayyan, mas que comandou o Botafogo na conquista da Libertadores e do Brasileirão em 2024, aparece como uma das opções. Mas a diretoria entende ser uma manobra mais complicada por causa da multa contratual. Dos três, Gallardo é o mais fácil.

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O Cruzeiro agora tenta reorganizar o ambiente em meio a um início turbulento de temporada. A troca no comando técnico é a primeira grande tentativa de reação de um clube que começou o ano celebrando um título, mas rapidamente voltou a conviver com a pressão. A SAF gastou quase R$ 200 milhões em reforços. A maior parte desse dinheiro foi investido na contratação de Gerson, que também está devendo futebol.

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