A Fifa chega à Copa do Mundo de 2026 com um cenário inédito. Pela primeira vez, o torneio terá 48 seleções, o que abriu espaço para novos protagonistas no maior palco do futebol mundial. Entre potências tradicionais e campeões históricos, quatro países vão viver um momento que seus torcedores esperaram por décadas: a estreia em uma Copa. Quando a bola rolar nos estádios de EUA, México e Canadá, seleções que nunca haviam chegado tão longe estarão em campo. Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão entram para a história como debutantes deste Mundial.
É um retrato claro da nova Copa ampliada: mais jogos, mais seleções e histórias inéditas surgindo no caminho. Para esses quatro estreantes, o desafio será gigantesco. Mas, antes de qualquer resultado, o simples fato de estarem ali já representa uma vitória histórica. A Fifa tem 210 seleções filiadas. É um número expressivo, maior até do que os países da Organização das Nações Unidas, a ONU, que conta com 193 Estados-membros. Com os resultados dos jogos da última data-Fifa antes da Copa, uma nova equipe ocupa o topo do ranking da entidade. É a França, de Mbappé, Dembélé, Doué… O time assumiu a primeira colocação após as vitórias nos amistosos contra Brasil e Colômbia. A Espanha é segunda colocada e o Brasil, sexto. The Football reuniu aqui algumas informações e curiosidades sobre esses quatro principiantes que não terão vida fácil na fase de grupos.

Cabo Verde
Pequeno arquipélago localizado no Oceano Atlântico, Cabo Verde é conhecido no futebol africano como “Tubarões Azuis”. De colonização portuguesa, o país de 529 mil habitantes pegou gosto pelo futebol. Tanto que eliminou uma das seleções mais tradicionais do seu continente, Camarões. Com passagens pelo futebol francês e inglês, o capitão Ryan Mendes é um dos principais atletas do país. Ele é o recordista de jogos e maior artilheiro da seleção, com 22 gols. Atualmente, Cabo Verde ocupa a 67ª posição no ranking da Fifa e deve se esforçar para não ser um saco de pancadas na Copa. Os africanos estão no Grupo H, com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita.

Curaçao
Esta é a menor nação em população a conseguir classificação para a competição. Curaçao é uma ilha, dependente da Holanda, localizada no sul do mar do Caribe. O time aproveitou a reformulação da Concacaf e o aumento de vagas da Copa para se credenciar. Eliminou a Jamaica na fase final das Eliminatórias. A maioria dos convocados nasceu e joga na Holanda. O principal destaque está no banco de reservas. É o treinador Dick Advocaat, de 78 anos, que vai disputar a sua terceira Copa. Ele comandou a Holanda em 1994 e a Coreia do Sul em 2006. O pequeno Curaçao já está realizado por participar do torneio. O selecionado está no Grupo E, com Alemanha, Costa do Marfim e Equador.
Jordânia
Após bater na trave diversas vezes, a Jordânia está na Copa do Mundo pela primeira vez. O time asiático eliminou Iraque, Omã, Kuwait e Palestina para conseguir uma das vagas da AFC, a federação asiática. O principal destaque da equipe é o meio-campista Musa Al-Taamari, que recebeu o apelido de “Messi da Jordânia” e defende o Rennes, da primeira divisão da França. O selecionado está na 63ª posição do ranking da Fifa. A comemoração da conquista da vaga foi intensa em Amã, a capital do país. Contudo, o time deve jogar apenas três partidas. A Jordânia está no Grupo J, com Argentina, Áustria e Argélia.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok

Uzbequistão
O Uzbequistão fez parte da União Soviética. A seleção recebeu o apelido de “Lobos Brancos”, um dos símbolos da Ásia Central. Os uzbeques garantiram uma vaga ao terminar na segunda colocação do Grupo A da terceira fase das Eliminatórias Asiáticas. Jogo contra Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar, Quirquistão e Coreia do Norte. O nome mais conhecido da seleção uzbeque é o do atacante Eldor Shomurodov, que já passou por times da Itália, como Roma e Genoa. Atualmente, o jogador de 30 anos está no futebol turco. Ele defende o Istambul Başakşehir. Das seleções estreantes, os uzbeques pegaram o grupo menos complicado, com Portugal, Colômbia e República Democrática do Congo. Contudo, a classificação para a segunda fase é um sonho ainda distante.





