O Palmeiras não aceita a punição de oito jogos imposta ao técnico Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e vai recorrer para que o treinador possa ficar no banco contra o Corinthians, no domingo, pelo Brasileirão. A pena foi determinada nesta quinta-feira. Abel foi julgado pelo “conjunto” de suas reclamações e expulsões. Havia dois processos contra o treinador português. Ambos por afrontas com a arbitragem. Um deles ocorreu no jogo diante do São Paulo, quando o treinador chamou o árbitro Anderson Daronco de “cagão”.
A segunda comissão disciplinar puniu Abel por seis partidas por causa disso. O Palmeiras já recorreu da decisão. Vai para os tribunais para liberar o seu treinador. Para o clube, a pena foi desproporcional e totalmente inadequada. Como foi julgada em primeira instância, cabe recurso. Os advogados do clube esperam obter o efeito suspensivo nos próximos dias para que o treinador possa comandar o Palmeiras no clássico de domingo em Itaquera. Sem esse documento, Abel Ferreira terá de cumprir a pena imediatamente.

Ele já pagou duas partidas pelas expulsões, as automáticas, logo após os jogos mencionados. O outro confronto em questão foi diante do Fluminense. Nos dois casos, o português foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Abel é acusado de agir contra a ética desportiva.
Veja os jogos que Abel perde
Caso a punição seja levada adiante, com as oito partidas de gancho, Abel ficará fora dos próximos seis duelos do Palmeiras no Brasileirão. São eles:
Rodada 11 – Corinthians
Rodada 12 – Athletico-PR
Rodada 13 – Bragantino
Rodada 14 – Santos
Rodada 15 – Remo
Rodada 16 – Cruzeiro
Abel tem sido um calo nos pés dos árbitros e de seus assistentes. O quarto árbitro, que fica à beira do gramado ao seu lado, é o mais castigado. Ele reclama de tudo o tempo todo. Contra o Fluminense, por exemplo, sua bronca contra a arbitragem ocorreu por causa de um lateral. Abel já foi alertado sobre o seu comportamento à beira do gramado. Ele chegou a relatar em uma de suas entrevistas que a sua mulher pediu para ele maneirar nas confusões em campo. Ele próprio comprometeu a se controlar, mas não conseguiu. Ele tem altos e baixos.
Fortes nos bastidores
Mas Abel não é o único cujo comportamento condena a arbitragem do futebol brasileiro em tempo integral. Há outros com a mesma postura e broncas em todas as rodadas. A presidente Leila Pereira e o diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, já falaram com o treinador sobre isso. Abel sabe usar as reclamações a seu favor. É um tipo de pressão contra a arbitragem para obter “um tipo de vantagem” para o Palmeiras. Isso nunca foi comprovado. Mas todos acreditam que sempre foi assim. Costumam dizer que o Palmeiras é forte nos bastidores.
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Ocorre que o Palmeiras entende que um profissional do futebol não pode ser julgado pelo “conjunto de sua obra”. Abel pagou caro por todas as expulsões que sofreu e deixou de comandar o time em jogos importantes. Há um entendimento de que ele está sendo punido duplamente. O STJD deu a ele a pena máxima, de seis partidas, após as ofensas contra Daronco. O clube contesta. E vai brigar nos tribunais pelo seu treinador. É bem provável que a pensa seja revertida, mas o recado ao treinador do Palmeiras e a todos os outros do futebol brasileiro está dado. A CBF reformula a arbitragem brasileira e quer dar a ela mais autonomia e respeito.





