O Botafogo sofreu seu terceiro transfer ban consecutivo e está impedido de registrar novos atletas profissionais por prazo indeterminado. A punição é referente às dívidas do alvinegro com o Atlanta United, dos Estados Unidos, pelo jogador Thiago Almada. Diferentemente dos anteriores, esta punição não tem um limite de janelas definido. Ele dura até que o pagamento seja comprovado.

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O Botafogo tenta reverter às punições na Justiça e junto à Fifa. O clube usa o termo de recuperação judicial como argumento. O objetivo é que as dívidas sejam submetidas a um plano de credores. Isso permitiria a suspensão das sanções para que o Botafogo volte a registrar novos nomes. O acionista John Textor conversa com a diretoria do time norte-americano credor. Contudo, deixou de pagar a parcela de março. Ao todo, o clube tem três punições da Fifa em vigor.

Botafogo, de John Textor, recebeu o seu terceiro transfer ban consecutivo da Fifa por falta de pagamento / Botafogo

A primeira punição aconteceu em abril deste ano e foi por pendências financeiras com o Ludogorets, da Bulgária, pela compra do atacante Rwan Cruz. O jogador chegou ao time brasileiro por 8 milhões de euros (R$ 48,3 milhões). Já a segunda pena foi aplicada no início deste mês devido ao não pagamento ao New York City FC pela contratação do meia-atacante Santiago Rodríguez. O Fogão não quitou as parcelas do acordo de US$ 5 milhões (R$ 85 milhões).

Turbulência interna

O comando do time passa por um período de instabilidade jurídica e administrativa. A SAF continua enrolada. O empresário John Textor foi afastado por decisão do Tribunal Arbitral da FGV em abril. O ex-presidente do clube social, Durcesio Mello, foi nomeado diretor interino e assumiu a liderança da SAF de maneira provisória. Entretanto, há discussões para que ele seja formalizado como gestor temporário. É ele que deve assinar a venda do zagueiro Barboza para o Palmeiras por US$ 4 milhões.

Com o afastamento do gestor norte-americano, a empresa Eagle Football Holdings assumiu o controle em busca de um novo consenso para a liderança do Botafogo. Já o clube social conseguiu voltar a ter maior influência política e administrativa devido ao vácuo deixado pelo afastamento do antigo dirigente. Ativos da Eagle, como o Botafogo, foram listados para a venda em jornais europeus por consultorias que administram judicialmente a holding.

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Enquanto a situação se agrava, o técnico Franclim Carvalho está impedido de registrar reforços na janela de julho. O Glorioso aguarda uma sinalização da Fifa para a aceitação do argumento jurídico. Dessa maneira, permitiria a reabertura do sistema de registros antes do início da próxima janela de transferências.

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