Foi uma partida protocolar. Com um time reserva, o Palmeiras venceu a fraca Jacuipense por 4 a 1 no Estádio do Café, em Londrina, e avançou para as oitavas de final da Copa do Brasil. Os gols palmeirenses foram marcados por Mauricio, Felipe Anderson, Erick Belé e Luighi. Vicente descontou para o time baiano. Após a partida, o técnico Abel Ferreira elogiou o empenho dos atletas reservas e ironizou as críticas do torcedor com o fraco desempenho do time na temporada.
“Os que jogaram hoje são os que mais treinam na Academia. Muitas vezes não é fácil ser treinador. O mais difícil é escolher os jogadores e deixar o que gosto fora, os que querem ter uma oportunidade. Eles tornaram o jogo fácil, jogaram com entusiasmo, com responsabilidade e critério. Foi bom para eles e para nós fazer um jogo como esse”, avaliou o técnico.

Um dos destaques do time no jogo do Paraná foi o atacante Luighi. O jogador de 20 anos não marcava um gol desde janeiro contra a Portuguesa, pelo Paulistão. O atleta surgiu nas categorias de base como uma grande promessa. Contudo, ele nunca confirmou o mesmo talento no time profissional. Contestado pela torcida, o garoto tem em Abel um dos seus defensores no clube. “O Luighi é um jogador de base. Trabalhamos há muitos anos com ele. Ele nos dá o ataque com profundidade, é um jogador malandro e que consegue segurar a bola”.
Pedido de desculpas
Na abertura da entrevista coletiva, o técnico pediu desculpas pelo gesto obsceno que fez após um gol contra o Sporting Cristal, do Peru, pela Copa Libertadores. O treinador admitiu publicamente o equívoco, afirmando que a imagem captada foi fechada. Ele reconheceu que falhou. “Queria pedir desculpas pelo gesto que fiz no último jogo. Não foi para provocar ninguém, mas a imagem foi tão fechada, que queria pedir desculpa pelo meu gesto. Foi um erro, mesmo sem querer provocar ninguém. É o treinador do Palmeiras entender que é muito mais do que um treinador de futebol e por isso reconheço meu erro.”
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O ato de Abel fez a Conmebol abrir um processo disciplinar com base no código de conduta da entidade. Diante do risco de uma nova longa suspensão no torneio continental, o português e a diretoria do Palmeiras alinharam um pronunciamento público de retração logo na abertura da coletiva em Londrina. Abel pagou sete jogos de punição no Brasileirão por reclamações contra a arbitragem.





