Dorival vai ter muito trabalho para arrumar o São Paulo. Mais do que posicionar os jogadores e melhorar a parte técnica de todos eles, principalmente de Tapia, o treinador recém-contratado precisar dar tranquilidade ao time, um dose de malandragem, mais consciência do jogo e evitar que a equipe deite em cima do resultado quando estiver vencendo, como aconteceu no empate deste sábado com o Botafogo por 1 a 1, no Morumbi. O que começou com festa e aplausos, acabou com vaias e reclamações.
O São Paulo foi melhor a maior parte do tempo, mas abriu mão do resultado, andou para trás no segundo tempo e permitiu o empate no finalzinho, com gol de Barrera. O gol do São Paulo foi de Luciano, que deixou o campo machucado. A bruxa também anda solta no Morumbi porque o zagueiro Sabino também deixou o jogo machucado. O DM tricolor volta a ficar povoado. O time tem mais duas partidas antes da parada da Copa do Mundo, uma delas pela Sul-Americana e a outra diante do Remo no Brasileirão.

A rodada não se desenha boa para o São Paulo após o empate deste sábado. O time de Dorival pode perder posições na parte de cima da tabela. Há uma turma com 23 pontos e pedindo passagem. A vitória, no entanto, consolidaria o time na parte de cima, sem ser ameaçado e mais próximo dos três primeiros colocados: Palmeiras, Flamengo e Fluminense.
Tapia errou tudo
Dorival precisa trabalhar as finalizações de Tapia. O atacante entrou no segundo tempo e errou dois arremates claros de gols. Não é de hoje que ele vai mal nesse fundamento. Em ambos os chutes, Tapia mandou a bola para fora. A primeira conclusão foi horrorosa, apesar do bom contra-ataque do time puxado por Artur. Ele tocou para Calleri na direita. O argentino fez o passe certinho para Tapia, que errou. Havia dois marcadores contra três atletas do time da casa.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Mas nem é isso que incomoda o torcedor do São Paulo neste momento. As vaias foram mais para a atitude dos jogadores no segundo tempo do que para o empate ou para os erros de finalização dos atacantes. Com a “permissão” de Dorival, o time parou de jogar, abriu mão da bola, apesar do bom volume no primeiro tempo, para se defender e usar os contragolpes. Deixou de pressionar e viu o Botafogo crescer, meio desorganizado, mas crescer, com mais atacantes e jogadas perigosas.
Rafael falhou no gol do Botafogo
Rafael falhou no gol ao socar a bola para o meio da área antes do arremate fatal de Barrera. Ele teve a atenção chamada pelo companheiro Alan Franco. Faltou ao São Paulo ter essa consciência da força da sua camisa, do que estava acontecendo em campo, do bom momento da equipe no jogo e um pouco de disposição de querer fazer mais gols. Esse problema não é novo e agora está no colo de Dorival Júnior.





