Para a frieza da tabela do Brasileirão 2026, o duelo entre Flamengo e Palmeiras neste sábado foi apenas mais um jogo dos 380 da temporada e dos dez da rodada 17 da competição, um antes de a disputa parar e dar licença para a Copa do Mundo. Para as duas torcidas, a local que lotou o Maracanã e a que veio de São Paulo pela Dutra, o jogo valia a vida e ele nunca teve nada a ver com os três pontos na mesa, tampouco com a melhora ou a piora dos rivais na classificação.
A vitória do Palmeiras sobre o Flamengo por 3 a 0, com gols de Flaco, Allan e Paulinho, aumentou a vantagem do time de Abel Ferreira sobre o adversário, de modo a dar ao vencedor a primeira posição do torneio até a volta da competição depois do Mundial da Fifa. Ou seja: o Palmeiras não perde a liderança mesmo se perder a última partida antes da parada. Era tudo o que Abel queria. O Palmeiras vai hibernar na ponta.
O que disse Allan
“Esse duelo é gigante e muito importante pelo tamanho das equipes. O Palmeiras vinha de três jogos sem ganhar e foi importante vencer”, disse Allan, autor de um dos gols do Palmeiras, ao SporTV ainda no gramado.

Tudo isso é muito importante para a sequência da temporada em julho, mas nada disso representa mais para o torcedor palmeirense do que o fato de derrubar o Flamengo dentro de sua casa, como convidado indigesto de sua festa no Rio e por causa de toda a rivalidade que aumentou esportivamente entre as duas bandeiras nos últimos anos. Era questão de honra ganhar para as duas equipes.
Era um jogo de Leila contra Bap
O jogo valia ainda muito mais. Era determinante para a arrogância das duas diretorias, a empáfia que nasceu dos negócios mal geridos dos dois lados na liga e na CBF, das tramas e acusações mútuas de seus dirigentes para benefício próprio e de todo o bate-boca que tomou conta dos dois melhores presidentes do futebol brasileiro: Leila Pereira e Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
De Jardim contra Abel
A disputa no Maracanã tinha também a rivalidade esportiva dos dois treinadores, que começaram juntos no Sporting, de Portugal, com Leonardo Jardim na equipe principal e Abel Ferreira no sub 20. Ambos se tornaram bons treinadores e vieram parar no Brasil. Por fim, o que estava em jogo era a hegemonia dos dois elencos mais badalados do país e donos das maiores receitas dos últimos balancetes, os de 2025. Não era, portanto, uma partida comum, embora estivesse valendo os mesmos três pontos de todas as outras do calendário brasileiro. O Palmeiras tem agora 38 pontos contra 31 do Flamengo. Nada está ganho ainda.

De Paulinho contra a rapa
Em campo, o que se viu foi um Flamengo melhor até a expulsão de Carrascal na metade do primeiro tempo e diante dos 71 mil torcedores no estádio (para uma renda de R$ 7 milhões), mas também um Palmeiras cauteloso, forte no meio de campo e perfeito nas finalizações depois de ter um jogador a mais. O Palmeiras foi eficiente no 11 contra 10. O Flamengo se perdeu no nervosismo de alguns jogadores e da tensão acima do ponto.
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Foi a melhor partida do time de Abel no Brasileirão, com destaque para Marlon Freitas, Allan e Flaco López. E teve até gol do atacante Paulinho, o primeiro dele depois de sua volta ao futebol. Paulinho ainda teve tempo de arrumar confusão ao pedir silêncio para os torcedores rubro-negros. Formado no Vasco, ele provocou. Mas disse que não. Os rivais não aceitaram.
O que Paulinho disse
“Quase um ano sem jogar, sofrendo sem estar em atividade. Sempre foi difícil ver tudo isso de fora. Ainda tenho um processo de minutagem. Foi um jogo importante para nós, contra uma equipe gigante. Mas fomos superiores. Não quero desrespeitar o Flamengo. Foi pura situação de jogo. Um aceno para a minha família.”





