New Jersey – Campeão mundial pela seleção da França como jogador e técnico, se tem uma coisa que Didier Deschamps não é, é inocente. Na última coletiva antes da estreia dos franceses contra o Senegal, nesta terça-feira, às 16h (no horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, tudo o que o treinador fez foi fugir das controvérsias sobre o time vice-campeão do mundo em 2022.
Para começar, Deschamps dispensou Kylian Mbappé, o temperamental e arrogante em algumas ocasiões capitão da equipe, do contato com os jornalistas na última entrevista coletiva antes da primeira partida. Quem precedeu o treinador neste compromisso foi o simpático meia N’Golo Kanté, considerado um sujeito boa praça e que nunca causa confusão nem deixa fios soltos quando se pronuncia. Para o treinador, é o jogador ideal para falar antes de uma estreia de Copa do Mundo.

“Neste momento, meu principal objetivo é proteger os meus jogadores”, disse o treinador. “Esta manhã, antes de sair do nosso hotel, conversei com três atletas e escolhi o N’Golo para vir aqui comigo porque sei que ele acorda muito cedo”, brincou.
França blindada
Ao responder a um outro questionamento dos jornalistas, Deschamps tratou de tirar todo o peso da partida de estreia da França na Copa do Mundo. “Claro que esse é um jogo importante, mas que não é decisivo, já que ainda há outras partidas na primeira fase”, disse. “No último Mundial, a Argentina, que se sagrou campeã mundial, perdeu o primeiro jogo.” Mas ganhou da França na grande final.
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Sobre o primeiro adversário, o Senegal, o treinador dos Blues continuou com o seu tom politicamente correto. “Após tudo o que o Senegal conquistou, ele é um adversário de altíssimo nível. É uma equipe que está entre as melhores seleções da África e do mundo.”

Pés no chão
Deschamps não apontou sequer a França como favorita. Da boca para fora, o treinador francês preferiu blefar. Disse que “em sua opinião, se existe um favorito ao título deste ano, é a Espanha”. Durante a entrevista, a Espanha ainda tropeçava contra Cabo Verde, em Atlanta — jogo que terminaria sem gols. Caso tivesse previsto o tropeço dos rivais espanhóis, certamente o técnico da França tiraria o peso de cima de sua equipe. A poucas horas de seu time entrar em campo para um jogo complicado, tudo o que ele mais quer é esconder o seu jogo.





