Passada a primeira volta completa do carrossel, a Copa entra nesta quinta-feira em outro torneio. Foram 24 partidas na rodada de abertura: são 48 seleções, 12 grupos de quatro, e cada equipe fará três jogos na fase inicial. O novo formato ainda amplia o suspense: avançam os dois primeiros de cada chave e os oito melhores terceiros colocados, o que transforma a segunda rodada numa fronteira perigosa entre encaminhar vaga, entrar em modo sobrevivência ou ficar refém da matemática. Por isso, o The Football lista para você sete coisas imperdíveis para acompanhar nesta segunda rodada da Copa do Mundo.
1. México x Coreia: duelo de líderes
México e Coreia do Sul fecham os jogos desta quinta-feira, com o duelo, às 22h (horário de Brasília), em Guadalajara, no jogo que pode redesenhar o Grupo A. Para os mexicanos, é a chance de confirmar que a estreia contra a África do Sul, com vitória por 2 a 0, não foi apenas festa de anfitrião. Para os coreanos, depois da virada sobre a República Tcheca, por 2 a 1, é a oportunidade de mostrar que a equipe não veio apenas para competir, mas para mandar no grupo. Quem vencer fica com seis pontos e praticamente abre a porta do mata-mata. Quem perder volta para a última rodada olhando pelo retrovisor.

2. Brasil x Haiti: é vencer e convencer
Depois do empate por 1 a 1 com Marrocos, o Brasil chega contra o Haiti pressionado por algo maior do que a tabela. No duelo desta sexta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia, A seleção de Carlo Ancelotti precisa dos três pontos, claro, mas precisa principalmente de uma atuação que reorganize a narrativa. A estreia expôs falta de fluidez, dúvidas de escalação e dependência de lampejos individuais, como o gol de Vinicius Jr. contra os marroquinos. Diante do Haiti, a pergunta não é só se o Brasil vencerá. É se jogará como candidato ou apenas como favorito no papel.
3. Estados Unidos x Austrália: afirmação
Poucos jogos da segunda rodada chegam com clima tão quente quanto Estados Unidos x Austrália, que se enfrentam em Seattle, nesta sexta-feira, às 16h (horário de Brasília). Os americanos estrearam atropelando o Paraguai por 4 a 1, num resultado que incendiou a torcida da casa. A Austrália, por sua vez, derrubou a Turquia por 2 a 0 e confirmou uma velha identidade: competitiva, física, organizada e pouco disposta a pedir licença. O duelo vale liderança, mas também vale leitura de força. Se os EUA confirmarem o embalo, entram definitivamente no radar. Se a Austrália resistir e pontuar, o Grupo D vira um problema para todos.

4. Espanha e Uruguai em dívida
O Grupo H começou com dois alertas. A Espanha parou em Cabo Verde, num 0 a 0 que virou símbolo da nova Copa: campo expandido não significa caminho fácil para os gigantes. O Uruguai também tropeçou, empatando por 1 a 1 com a Arábia Saudita. Agora, Espanha x Arábia Saudita, neste domingo, em Atlanta, às 13h (horário de Brasília) e Uruguai x Cabo Verde, em Miami, às 19h (horário de Brasília), ganham cara de cobrança. Para os espanhóis, é hora de transformar posse em gol. Para os uruguaios, de recuperar agressividade sem perder controle. Para sauditas e cabo-verdianos, qualquer novo ponto pode valer ouro na briga dos terceiros.
5. Messi, Mbappé, Haaland e Kane
A segunda rodada carrega uma disputa paralela irresistível. Messi abriu a Copa da Argentina com hat-trick, chegou a 16 gols em Mundiais e igualou Klose no topo histórico. Mbappé fez dois contra Senegal, tornou-se maior artilheiro da França e chegou a 14 gols em Copas. Haaland estreou marcando duas vezes pela Noruega. Kane respondeu com dois gols e atuação completa na vitória inglesa sobre a Croácia. Agora, Argentina x Áustria, em Arlington, nesta segunda-feira, às 14h (horário de Brasília); França x Iraque, na Filadélfia, às 18h (horário de Brasília); Noruega x Senegal, em Nova Jersey, às 21h (horário de Brasília), e Inglaterra x Gana, em Foxborough, nesta terça-feira, às 17h (horário de Brasília), não são apenas jogos de grupo. São capítulos de uma corrida por artilharia, legado e eternidade.
6. É a vez do bicho-papão
A Alemanha foi a seleção mais devastadora da primeira rodada: 7 a 1 sobre Curaçao, placar que imediatamente recolocou a camisa alemã no centro das conversas sobre favoritismo. Mas a segunda rodada entrega um teste muito mais revelador. A Costa do Marfim venceu o Equador por 1 a 0, mostrou consistência defensiva e chega com moral para medir o tamanho real desse impacto alemão. É o tipo de jogo que separa empolgação de candidatura. No duelo deste sábado, em Toronto, que começa às 17h (horário de Brasília), se a Alemanha passar por cima de novo, a Copa ganha um monstro. Se sofrer, a goleada da estreia pode virar apenas uma noite fora da curva.

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7. Sem soberba
A reta final da segunda rodada também terá três seleções sob olhares diferentes. Portugal ficou no empate, por 1 a 1, com a República Democrática do Congo e enfrenta o Uzbequistão, em Houton, na próxima terça-feira, às 14h (horário de Brasília), precisando transformar posse, nomes e favoritismo em resultado. A Inglaterra, embalada pelo 4 a 2 sobre a Croácia e pela atuação completa de Harry Kane, pega Gana, em Foxborough, às 17h (horário de Brasília), num jogo de afirmação. Já a Colômbia, depois do 3 a 1 sobre o Uzbequistão, encara a RD Congo, em Guadalajara, às 23h (horário de Brasília), para confirmar se Luis Díaz e companhia podem ser mais do que uma boa história de estreia. Três jogos, três favoritos e uma mesma pergunta: quem vai crescer na Copa antes que a tabela aperte?





