Endrick voltou ao Real Madrid com gol, expectativa e uma pergunta que ainda não tem resposta: haverá espaço para ele com José Mourinho? O atacante brasileiro foi titular no amistoso contra a Fiorentina, marcou gol, mas ainda tenta convencer o técnico português de que pode fazer parte dos planos do clube para a temporada 2026/27. Se ele não for usado, a Roma o quer. O time italiano prepara uma oferta para ter o jogador brasileiro. Só falta Mourinho decidir o que quer.
O clube italiano monitora a situação do jogador de perto e vê no brasileiro uma oportunidade boa de mercado. Aos 19 anos, Endrick ainda é tratado como joia, mas precisa jogar. E talvez seja isso que o Real Madrid não consegue oferecer a ele neste momento. Com Mbappé absoluto no comando do ataque, Vinicius Jr., Rodrygo, Brahim Díaz e novas opções ofensivas no elenco, a briga por minutos no Santiago Bernabéu promete ser dura. Endrick pode estar no fim da fila. Ele já viveu essa situação antes de se mandar para o Lyon por seis meses.

A Roma, por sua vez, oferece algo que pode pesar: espaço no time, Champions League para disputar e um projeto esportivo em uma liga que já foi mais competitiva e agora tenta recuperar o seu prestígio na Europa. O time terminou a última Serie A na terceira colocação e procura um atacante que se encaixe no modelo de Gian Piero Gasperini. Endrick agrada porque pode atuar centralizado, mas também aberto. Na passagem pelo Lyon, ele jogou pela direita sob o comando de Paulo Fonseca e mostrou que não precisa viver apenas dentro da área.
Roma quer muito o Endrick
O diretor esportivo Tony D’Amico viajou a Madri para entender as condições de uma possível negociação com o Real Madrid. A intenção da Roma seria buscar um empréstimo com opção de compra, em um modelo parecido com o usado pelo Como com Nico Paz. O Real Madrid, se aceitar avançar, poderia incluir uma cláusula de recompra para não perder o controle sobre um jogador que custou caro (R$ 400 milhões) e ainda tem enorme potencial.
Esse é o ponto central para o presidente Florentino Pérez. O Real Madrid não quer se desfazer de Endrick de qualquer maneira. O clube investiu pesado quando tirou o atacante do Palmeiras, em uma operação que poderia chegar a 72 milhões de euros. Mas também sabe que deixar uma promessa parada no banco costuma ser o pior caminho. Jogador jovem precisa de sequência, confiança e minutos em campo, não apenas treinos e amistosos.

Endrick vem de uma boa passagem pelo Lyon. Fez oito gols e deu oito assistências em 21 partidas, números suficientes para voltar à Espanha mais maduro e mais adaptado ao futebol europeu. Disputou uma Copa do Mundo. Ainda assim, o cenário no Real Madrid não ficou mais simples. A saída de Gonzalo García, que foi para o Fulham, parecia abrir uma porta. Mas a chegada de Carlos Espí, comprado do Levante, voltou a embolar a disputa.
Mourinho tomará a decisão
Mourinho será decisivo nessa história. É dele que dará o “sim” ou o “não” para a saída do brasileiro. O técnico português gosta de atacantes fortes, competitivos, disciplinados taticamente e capazes de cumprir funções específicas. Endrick tem explosão, finalização, personalidade e fome de jogar. Mas seu estilo se aproxima mais de Mbappé, o dono do ataque merengue, do que de um jogador de referência física. Isso pode reduzir suas chances. Ninguém compete com o jogador francês sem sair arranhado.
Para o atacante brasileiro, a decisão também é delicada. Ficar no Real Madrid é permanecer no maior palco possível, ao lado de estrelas e sob pressão diária, mas sem jogar. Sair para a Roma seria admitir que o caminho mais inteligente talvez passe por uma etapa intermediária, com mais minutos e menos glamour. Não seria um retrocesso. Seria mesmo? Poderia ser uma aceleração. O futebol italiano já ajudou muitos jogadores a crescerem em leitura de jogo, posicionamento e competitividade. Kaká foi um deles no Milan. Com Gasperini, Endrick teria exigência tática, intensidade e liberdade para atacar espaços. Se jogar, pode se valorizar. Se ficar no banco do Real, corre o risco de perder ritmo em uma idade decisiva.
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A Roma sabe disso e tenta se posicionar antes que Mourinho dê o veredito. O Real Madrid também sabe. Por isso, a negociação, se avançar, deve ser cercada de proteção: empréstimo, opção de compra alta e recompra em favor dos espanhóis. Ninguém quer perder Endrick. Todos querem encontrar a melhor forma de usá-lo. O garoto só quer jogar, de preferência no Real Madrid. Endrick não é mais uma promessa. Se Mourinho disser que contará com ele, ele fica para brigar por posição. Se a resposta for de poucos minutos, a Roma pode virar mais do que uma sondagem e ser o caminho para o atacante neste momento.





