Em 2022, o francês Sébastien Migné teve um dos melhores dias da sua vida, exatamente em um jogo contra o Brasil, durante a Copa do Mundo do Catar. Como assistente-técnico de Rigobert Song, então treinador de Camarões, ele viu, do banco de reservas, a equipe africana vencer o Brasil por 1 a 0. Questionado pelo The Football se acreditava que o Haiti, que ele comanda neste Mundial, poderia repetir a proeza, ele disse que o segredo, naquele dia, foi a aplicação que seus jogadores tiveram em campo.
“Acreditamos que seríamos capazes de alcançar um bom resultado e corremos muito naquela noite”, disse ele. “É exatamente isso que tenho tentado incutir aos nossos jogadores: contra o Brasil, temos tudo a ganhar, nada a perder e que precisamos acreditar.”

Haiti corajoso
Segundo Migné, apesar de o Haiti estar em um grupo que considera muito complicado, o objetivo será sobreviver à partida contra a seleção brasileira e tentar buscar a vaga para a próxima fase no jogo da terceira rodada, contra o Marrocos. “Minha primeira missão será desmistificar o jogo contra o Brasil e tentar extrair o melhor de cada um que estiver em campo”, comentou. “Caberá a mim ser o guia deste grupo, que tentará representar bem o Haiti.”
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Sobre o duelo tático com o técnico Carlo Ancelotti, ele disse que está bastante motivado para isso. “Será um confronto gratificante, desde que estejamos à altura”, disse. “No meu caso, enfrentarei um mestre. E para os meus jogadores é a oportunidade de dividir o gramado com grandes jogadores, como Vinícius Jr. — teremos de dar tudo para que não tenhamos arrependimentos.”





