Nova York – Nesta sexta-feira, dia 3 de junho, a Fifa compartilhou em sua página na rede social X uma explicação mais detalhada sobre os motivos que levaram o árbitro norueguês Espen Eskas, que apitou Portugal e Croácia, a invalidar o gol do zagueiro Josko Gvardiol, que heroicamente empataria o jogo da segunda fase da Copa do Mundo disputado em Toronto, no Canadá.

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Conforme o comunicado, Eskas, que inicialmente tinha validado o gol, foi alertado pelos observadores do VAR de que: “Dados captados pelos sensores colocados dentro na bola oficial da competição (a Trionda, da Adidas) haviam detectado um leve desvio do jogador croata número 20, Igor Matanovic, na jogada que originou o gol contra Portugal.” Esse detalhe permitiu que o árbitro determinasse corretamente o impedimento e anulasse o gol.

Duelo marcou o confronto entre Modric e Cristiano Ronaldo, companheiros de longa data no Real Madrid / Fifa

Foi um desvio bastante sutil, vale ressaltar. Tanto que o próprio Matanovic e outros jogadores croatas, como o meia Luka Modric, custavam a crer que aquilo fosse verdade. “Assistimos aos replays e não há provas de que Matanovic tenha tocado na bola”, disse o camisa 10 e capitão da Croácia.

Como funciona?

De acordo com o que foi relatado na postagem da Fifa, “os sensores de medição inercial instalados no interior da bola Trionda são capazes de identificar qualquer contato, por menor que seja”. Quando isso acontece, um infográfico é exibido aos telespectadores durante a transmissão, o que também permite aos árbitros tomarem decisões rápidas e precisas.”

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Sem o registro do sensor instalado na bola, a impressão era de que Matanovic tinha errado o seu cabeceio. Se isso fosse mesmo verdade, o croata Pasalic, que passou a bola para o zagueiro Josko Gvardiol, estaria em posição regular. No entanto, para azar dos croatas, a bola resvalou no seu cabelo e o sistema detectou. Foi uma decisão dura, que é difícil de aceitar.

Não foi a primeira vez que esse sistema “dedo-duro” atuou nos jogos do Mundial 2026. Na fase de grupos, durante a partida em que a Suécia derrotou a Tunísia por 5 a 1, o quarto gol dos nórdicos, anotado por Mattias Svanberg, foi validado após o uso desta mesma tecnologia.

 

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