Morristown – Martinelli foi testado duas vezes nos treinos desta semana e vai ficar com a vaga de Paquetá contra a Noruega. Vale vaga para as quartas de final. O técnico Carlo Ancelotti não confirmou a sua escolha, mas há indícios fortes pelo jogador do Arsenal. Martinelli foi o substituto de Paquetá toda vez que ele entrou em campo, atuando no meio e na tarefa de ajudar a fechar o setor pela esquerda. Nunca foi um atacante, embora seja na Premier League.

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Por isso ele vai se revezar com Vini Jr na esquerda. O jogador do Real Madrid terá de voltar um pouco mais quando o corredor ou mesmo o lado esquerdo por dentro estiver sob o comando do novo titular. Fará isso sem perder a sua condição de melhor jogador do Brasil nesta Copa. Ancelotti está irredutível em tirar a força do lado esquerdo da seleção brasileira. Toda a sua movimentação desde que abriu mão do lado direito depois da contusão de Wesley é para proteger Vini e dar a ele o campo que precisa para ser o atacante mais perigoso do Brasil.

Martinelli treinou duas vezes na vaga de Paquetá, machucado e fora do jogo das oitavas contra a Noruega / CBF

Vini tem quatro gols, mas ele ficou devendo diante dos japoneses. O atacante foi bem marcado e teve menos chances de se mostrar. A entrada de Martinelli muda a forma de o Brasil jogar. Sem Paquetá, a seleção perde o seu único meia-armador. O jogador do Flamengo não estava jogando tão bem assim, mas era o homem da distribuição da bola e da aproximação aos atacantes. A tarefa não tem mais mais dono. Os dois volantes serão os responsáveis por isso.

Casemiro e Bruno serão os armadores?

Casemiro tem ficado com todas as bolas da saída. Mas os seus passes são mais curtos e de lado. Ele terá de arriscar mais desta vez. Bruno Guimarães tem mais qualidade e agilidade na função. O problema é que ele terá de criar, atacar e ajudar Casemiro na marcação dos noruegueses. Sobra então para Matheus Cunha.

O falso 9 do Brasil também será um falso armador. Ele já fez isso em outras partidas desta mesma Copa ao se aproximar de Paquetá e colocar a bola debaixo do braço. Matheus Cunha é um dos jogadores mais seguros e regulares do Brasil até agora.

Portanto, é inegável que a escolha do “mister” por Martinelli é boa e justificável. Ele opta por um jogador que conhece, que tem feito a vez de Paquetá em outros jogos e que vai manter o lado esquerdo aceso e com a mesma pegada das partidas anteriores. Ancelotti tem uma carta pesada nas mãos que se chama Vini Jr. O treinador fará de tudo para manter esse trunfo e não entregá-lo ao adversário.

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Mas todo brasileiro sabe que escolher o substituto de Paquetá, machucado, é apenas parte dos seus problemas do técnico italiano contra a Noruega. Ele também terá de arrumar um jeito de marcar um dos jogadores mais perigosos do Mundial, Haaland. E essa tarefa é bem mais complicada.

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