Morristown — Carlo Ancelotti resolveu transformar a evolução do Brasil na Copa do Mundo em boletim escolar. Bem-humorado, o treinador distribuiu notas para as quatro partidas da seleção até agora e deixou claro que, em sua avaliação, o time cresceu jogo a jogo antes do duelo contra a Noruega, pelas oitavas de final, neste domingo. A nota mais baixa veio na estreia contra o Marrocos: 5.

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Foi o jogo em que o Brasil mais errou com a bola, teve dificuldades para controlar a partida e saiu com um empate que ligou o alerta. Poderia ter perdido. Contra o Haiti, a avaliação do treinador subiu para 6,5. Na vitória sobre a Escócia, Ancelotti viu novo avanço da equipe e deu um 7 para o time. Já diante do Japão, pela virada por 2 a 1 no mata-mata no último minuto e pela forma como jogou e se comportou em campo, a nota foi 7,5.

Ancelotti já tem o Brasil pronto para enfrentar a Noruega pelas oitavas da Copa: ganhou fica, mas se perder volta / CBF

“É um dado que pensamos depois do jogo, que foi um 5 contra o Marrocos, um 6,5 contra o Haiti, um 7 diante da Escócia e, porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão”, brincou o treinador.

Brasil em construção na Copa

A brincadeira revela um ponto importante na caminhada do time na competição. Ancelotti enxerga o Brasil em construção, não pronto. Para ele, a seleção melhorou especialmente na qualidade com a bola. O time passou a errar menos passes, encontrou mais acertos na frente e ganhou consistência depois da estreia. “Acho que melhorou a qualidade com a bola. No primeiro jogo fizemos muitos erros com a bola. Agora é mais acertado com a bola, tem menos erros de passe e mais acertos na frente”, afirmou o treinador.

Mesmo assim, Ancelotti não trata o Brasil como produto acabado. O treinador acredita que a equipe ainda pode jogar melhor, ter mais consistência e alcançar um nível superior durante o mata-mata. A vitória contra o Japão deu confiança, mas também mostrou problemas. O time perdeu Paquetá. O Brasil sofreu, saiu atrás, precisou virar e só decidiu nos acréscimos. “Acho que a equipe não está em seu melhor momento. Creio que podemos alcançar melhor qualidade no jogo, melhor consistência. A equipe melhorou desde o primeiro jogo e segue melhorando.”

Treinador não confirmou Martinelli

Contra a Noruega, a nota terá outro peso. O Brasil não poderá contar com Lucas Paquetá, lesionado, e Ancelotti admite que não há no elenco um jogador com as mesmas características do meia. Martinelli aparece como opção para a vaga. Mas tem ainda Danilo e Endrick, cada um oferecendo uma interpretação diferente da função. “Não temos um jogador como o Paquetá. Danilo é diferente, Martinelli é um ponta. Teremos em conta o que é melhor para a equipe, sabendo das forças do rival”, explicou.

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O boletim de Ancelotti mostra um Brasil ainda longe da nota máxima, mas em trajetória ascendente. A seleção começou a Copa sob desconfiança, ganhou corpo, aprendeu a sofrer e chega ao jogo contra a Noruega neste domingo com uma missão clara: transformar evolução em classificação.

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