Ninguém entendeu absolutamente nada quando a placa que anuncia as substituições no campo indicou o número 9 da Noruega no curto intervalo da prorrogação das quartas de final, no Hard Rock Stadium, em Miami. Terminou assim, abruptamente, a trajetória do centroavante Erling Haaland na sua primeira Copa do Mundo, nos Estados Unidos, com sete gols.
De acordo com o técnico Stäle Solbakken, ele foi informado de que Haaland estava sentindo uma lesão depois que recebeu uma massagem na linha lateral. Visivelmente contrariado (ele queria continuar em campo), o artilheiro saiu, substituído por Jorgen Strand Larsen. Ele fez massagem antes de deixar o campo, mas estava mesmo cansado para aquela decisão com os ingleses.

No entanto, a aposta norueguesa foi uma furada, já que Larsen entrou inofensivo: tocou na bola apenas quatro vezes e ficou isolado e perdido no ataque durante os 15 minutos em que esteve em campo.
Detalhes que decidem
“São os detalhes que fazem a diferença no futebol: contra o Brasil, conseguimos ter o jogo a nosso favor, mas tivemos uma decisão controversa contra nós“, disse Haaland após o jogo. Ele se refere ao chute do goleiro Orjan Nyland, que segundo os noruegueses, atingiu um cabo que sustenta a Skycam, a câmera situada acima do campo. Desviada, a bola sobrou para Elliot Anderson, que armou o contra-ataque: segundos depois, Jude Bellingham empataria a partida, em Miami. A Fifa não viu nada disso.
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Haaland esteve envolvido diretamente em outro lance controverso: o gol marcado por Heggem foi anulado por um empurrão do camisa 9 norueguês no zagueiro Anderson. “Não foi uma decisão difícil tirá-lo de campo”, disse Solbakken, com a sinceridade de um escandinavo. “Ele estava acabado: sofreu uma contusão muscular na segunda etapa, o que, somado ao cansaço, diminuiu o seu potencial. Talvez eu devesse tê-lo tirado 10 minutos antes.”
Outro que jogou muito contra o Brasil, mas desapontou contra a Inglaterra, foi o goleiro Orjan Nyland. Inseguro e desajeitado, rebateu mal o chute disparado pelo meia Morgan Rogers, da entrada da área. Para azar dele, a bola caiu no pé direito de Bellingham, que não perdoou.





