Ele chegou a 50 partidas pela seleção espanhola sem saber o que é perder. O meio-campista Fabián Ruiz participou de todas as partidas da equipe na Copa do Mundo de 2026, mas nem sempre foi titular. Sua grande virtude é a polivalência. Ele pode atuar em funções mais defensivas e sair para o jogo. Neste Mundial, seu grande momento foi no duelo com a Bélgica, pelas quartas de final. Fabián Ruiz entrou como surpresa no lugar de Pedri e marcou o gol que abriu o placar, aproveitando o rebote do goleiro Courtois.

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Durante a competição, o técnico Luis de la Fuente foi questionado sobre a disputa de posição entre Pedri e Fabián Ruiz. O comandante respondeu sempre com bom humor. “Cada um tem suas próprias características. Ambos oferecem o que precisamos nessa posição: dão suporte ao volante, se conectam com o camisa 10 e acrescentam qualidades diferentes ao time”, dizia.

Polivalente, meio-campista Fabián Ruiz atuou em todas as partidas da Copa do Mundo de 2026 / Instagram

Na estreia contra Cabo Verde, o camisa 8 foi titular, mas teve um desempenho irregular. A Espanha parou na retranca do time africano. Fabián Ruiz fez quatro finalizações, mas nenhuma trouxe grande perigo ao goleiro Vozinha. Na etapa final, o treinador optou por tirar o meio-campista para aumentar o poder ofensivo da La Roja. Apesar do desempenho abaixo do esperado, o atleta foi o espelho da seleção espanhola naquele jogo: muito controle de bola, mas pouca criatividade.

Dedicação e versatilidade

Nas duas outras partidas da primeira fase, Fabián Ruiz atuou vindo do banco de reservas. Após ficar como opção, o camisa 8 ganhou uma oportunidade como titular diante da Bélgica, em Los Angeles. Luis de la Fuente não queria deixar o seu meio-campo vulnerável contra a forte equipe belga e o seu toque de bola e escalou Fabián Ruiz para impedir isso. A aposta do comandante se mostrou perfeita. O meio-campista deu consistência ao setor esquerdo, dominou a área e justificou a titularidade.

Com bastante personalidade, Fabián Ruiz assumiu a titularidade da Espanha na reta final do Mundial / Instagram

Já na semifinal contra a França, no jogo que seria o mais duro da Espanha, ele mudou de posição. O treinador o colocou recuado, fazendo a cobertura nos avanços do lateral-esquerdo Cucurella. Fabián Ruiz fechou as linhas de passe que buscavam o setor ofensivo francês. Teve função semelhante na final contra a Argentina, no MetLife Stadium, em New Jersey. Sua principal missão foi vigiar as zonas de movimentação dos meias argentinos, entre eles Messi, e dar suporte a Rodri. Mesmo não sendo um titular absoluto, Fabián Ruiz é um dos jogadores mais admirados por Luis de la Fuente.

“Fabián é um jogador excepcional, de nível mundial. O seu rendimento não é nenhuma surpresa. Ele tem tudo: inteligência tática, chegada à área, passe e um compromisso defensivo exemplar. Deveríamos valorizar muito mais”, defendeu o treinador.

Protagonista no Napoli

Dono de boa estatura e habilidoso com a perna esquerda, Fabián Ruiz iniciou sua carreira no Real Bétis. Sua estreia foi na temporada de 2014, quando o time da cidade de Sevilha atuava na La Liga 2, a segunda divisão nacional. Após um empréstimo ao Elche, conseguiu se tornar titular no alviverde. Com o bom desempenho no Bétis, foi negociado com o Napoli, da Itália, que pagou 30 milhões de euros (R$ 175,4 milhões) por seu futebol.

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Foram quatro temporadas no futebol italiano, destacando-se pela versatilidade e atuando como volante, meia central e até mesmo ala ofensivo. Na equipe italiana, ele foi dirigido pelo treinador Carlo Ancelotti, que convenceu os dirigentes napolitanos de contratá-lo. Os dois tiveram excelente relacionamento. Mas o único título que conquistou no clube do ídolo Maradona foi a Copa da Itália de 2019-20.

Multicampeão no PSG

Em agosto de 2022, o Paris Saint-Germain desembolsou 21,5 milhões de euros (R$ 115 milhões) pelo jogador Com bom relacionamento com o técnico Luis Enrique, Fabián Ruiz foi ganhando seu espaço. Ele atua preferencialmente no setor esquerdo do campo, ajudando no combate físico e desarmando na área intermediária. Na equipe francesa, faturou quatro títulos nacionais e duas Champions League.

Em boa fase no PSG, espanhol Fabián Ruiz já ganhou duas Champions League pelo time francês / Instagram

Um dos jogadores mais valorizados do futebol europeu, o camisa 8 da Espanha campeã do mundo tem contrato com o PSG até dezembro de 2029. Real Madrid, Bayern de Munique e Manchester United são algumas das equipes que sinalizaram interesse no futebol versátil do meio-campista.

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