No esquema 3-2-1 do Código Penal, Alex, Dadá e Mano jogam juntos uma partida contra todos. Mano pedia a bola para o Dadá que passava para o Alex.

Alex pedia a bola para o Dadá que passava para o Mano. Mano foi para os Estados Unidos, ser volante de atacante estrangeiro; Dadá para a concentração, de onde não sai nem liberado pelo departamento médico; Alex sentiu, de desgaste.

QUEM VAI PERDER

O Brasil lesionou-se, talvez de morte, e parou com Lili, que não tinha entrado em campo. O resultado da partida? Quem insinua não é Drummond, mas outra poeta: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”.

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Fabrício Barcelos
Nascido em Pelotas (RS), há já distantes 52 anos, Fabrício Barcelos é jornalista e professor de Literatura. Liderou redações em São Paulo, Santa Catarina e Goiás e hoje se dedica a narrativas de relações públicas. Também dá aulas no Cursinho Demétrio Campos, voltado à população trans. É torcedor do Brasil de Pelotas, o Xavante, o que deixa evidente que se interessa menos pela beleza do que ocorre dentro de campo e mais pelo que inventamos em torno do jogo, para espantar a solidão e o vazio da existência. É sobre essa ficção coletiva que trata nas crônicas que escreve por aqui. Jornalista, cronista e professor de Literatura. Fabrício Barcelos chega para reforçar o time do The Football.

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