O Barcelona chegou a um acordo com o Manchester City para contratar Rodri por 76,5 milhões de euros, cerca de R$ 462 milhões, segundo informação divulgada pela Associated Press. O valor inclui uma parcela fixa e bônus, e a negociação ainda depende da oficialização pelos dois clubes. Aos 30 anos, o espanhol deixa a Inglaterra depois de se transformar em um dos principais jogadores da era Pep Guardiola e retorna ao futebol espanhol com status de campeão do mundo e melhor jogador da Copa de 2026. O City queria 80 milhões de euros. A transação inflaciona o mercado e abre as portas para uma nova tendência, a dos jogadores experientes sendo valorizados em detrimento dos garotos em formação.

Mais sobre Rodri

Rodri deixa o Manchester City como um dos jogadores mais importantes da história recente do clube inglês. Contratado do Atlético de Madrid em 2019, o volante foi peça fundamental na conquista de quatro títulos da Premier League e da primeira Liga dos Campeões sob o comando de Pep Guardiola, em 2023. Foi dele o gol da vitória sobre a Inter de Milão na decisão europeia daquele ano. Em 2024, recebeu a Bola de Ouro e se tornou o primeiro espanhol a ganhar o prêmio desde 1960.

Rodri, volante do Manchester City, fecha com o Barcelona e volta para a Espanha para comandar o time catalão / Instagram

A valorização aumentou ainda mais na Copa do Mundo de 2026. Rodri comandou o meio-campo da Espanha na campanha do título mundial e terminou o torneio eleito o melhor jogador da disputa. A contratação pelo Barcelona, portanto, acontece em um momento especial na carreira do jogador. O clube catalão não está levando apenas um volante experiente. Está contratando o atleta que representa uma das maiores referências do futebol espanhol e do mundial.

Líder ao mais jovens

O Barcelona vinha tratando Rodri como prioridade e aumentou a proposta depois de ter uma primeira e uma segunda ofertas recusadas pelo City. A insistência tem explicação esportiva. O clube entende que precisava de um jogador capaz de controlar o meio-campo, proteger a defesa e organizar a saída de bola. Rodri oferece esse perfil e ainda acrescenta liderança a um elenco que tem jovens como Lamine Yamal, Pedri e Gavi.

A situação de Frenkie de Jong também pesou na decisão e na rapidez do Barcelona. O holandês sofreu uma lesão no joelho durante a Copa e virou preocupação para o início da temporada. Rodri aparece como uma solução de alto nível para o setor, mas a contratação não deve ser vista apenas como reposição. O espanhol chega para ser titular e referência técnica em um Barcelona que pretende recuperar espaço entre os grandes candidatos ao título europeu. Quer combater o Real Madrid novamente de igual para igual e todos os outros gigantes da Europa, como sempre foi antes de precisar abrir mão de Messi para pagar as suas contas.

Espanha Rodri ergue o troféu de campeão do mundo
Capitão da Espanha e eleito o Bola de Ouro da Copa, Rodri ergue o troféu de campeão que consagra o futebol coletivo / Fifa

A negociação também representa uma vitória política do Barcelona sobre o Real Madrid dentro da Espanha. Rodri esteve ligado ao clube madrilenho durante as primeiras conversas sobre seu futuro, mas o Barcelona avançou, deu um chapéu no adversário e conseguiu convencer o jogador a retornar à Espanha para vestir a camisa azul e grená. A chegada do campeão mundial ao Camp Nou tem, portanto, um peso que vai além das quatro linhas: o Barça contrata uma estrela e impede que o maior rival tenha o mesmo jogador. Foi um jogo de seus pontos. E o clube catalão ganhou.

Problema para o City em campo

Para o Manchester City, a saída representa um problema enorme. Rodri tinha contrato até junho de 2027 e era considerado um dos pilares da equipe. Além dele, Bernardo Silva também deixou o clube nesta janela para se transferir ao Real Madrid. O City perde, em pouco tempo, dois jogadores importantes para a construção de seu meio-campo e agora terá de encontrar soluções para uma área que durante anos foi comandada pelos dois. Tem dinheiro em caixa para contratar.

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Rodri ainda precisa ser anunciado oficialmente, mas o acordo muda o mercado europeu. O Barcelona vai pagar cerca de R$ 462 milhões por um jogador de 30 anos porque entende que não está comprando apenas desempenho nem juventude. Está levando liderança, experiência, controle de jogo e um campeão mundial para ser o cérebro de uma equipe que quer voltar ao topo. O City perde uma das referências da era Guardiola. O Barcelona ganha o melhor jogador da última Copa e, talvez, a peça que faltava para transformar talento em um time novamente capaz de brigar por tudo.

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