O Palmeiras entrou em campo neste domingo, em Mirassol, sabendo que a pressão pelo Campeonato Brasileiro havia aumentado algumas horas antes, em função da vitória do Flamengo, por 3 a 0, no clássico diante do Botafogo. Saiu de campo ainda líder, mas com uma gordura bem menor. O empate por 1 a 1 com o Mirassol não chega a ser um desastre diante das circunstâncias da partida, dos desfalques e do calendário, mas produz um efeito importante na tabela: a vantagem que era de seis pontos sobre o Rubro-Negro no começo da rodada agora caiu para quatro — e pode virar apenas um já na próxima quarta-feira.

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Ao vencer mais cedo, o Flamengo chegou aos 48 pontos e colocou a responsabilidade nas costas do líder antes mesmo de a bola rolar no Maião. Com o empate, o Palmeiras foi a 52 pontos, depois de 25 partidas. O rival carioca tem 24 jogos e justamente a partida que falta será contra o Mirassol, quarta-feira, no Maracanã, em duelo atrasado da quarta rodada. Se vencer, chegará aos 51 pontos.

Palmeiras Maurício
Maurício celebra o seu gol, o de empate em Mirassol; jogador anota sete vezes desde que voltou da Copa / Palmeiras

Palmeiras sob forte pressão

Portanto, aquela vantagem confortável construída pelo Palmeiras na rodada anterior pode praticamente desaparecer. E o detalhe que torna o momento ainda mais delicado para o time de Abel Ferreira está no calendário. Enquanto o Flamengo poderá se concentrar em descontar a diferença no Brasileiro, o Palmeiras terá outra decisão pela frente na quarta-feira: enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. A vantagem é enorme depois dos 3 a 0 conquistados na primeira partida, mas será mais um compromisso eliminatório dentro de uma sequência desgastante.

Assim, pelas circunstâncias, o ponto conquistado em Mirassol pode ser visto como o ‘copo meio cheio’. Abel já chegou ao interior sem algumas alternativas importantes. Jhon Arias, Ramón Sosa, Paulinho, Jefté e Piquerez estavam entre as baixas por questões físicas, enquanto Allan deixou o elenco rumo ao Manchester City. Ainda assim, o treinador utilizou tudo o que tinha disponível porque sabia que, naquele momento, preservar demais poderia significar permitir a aproximação definitiva do Flamengo.

Maurício em boa fase

O problema é que o Mirassol também tinha razões suficientes para transformar o jogo em uma batalha. O time começou a rodada dentro da zona de rebaixamento e precisava pontuar. Depois de um primeiro tempo de poucas oportunidades, o golpe veio logo no início da etapa final. Aos quatro minutos, Igor Formiga cruzou pela direita e Eduardo apareceu entre Gustavo Gómez e Murilo para cabecear e colocar os donos da casa em vantagem. Três minutos depois, Bruno Santos chegou a fazer o segundo, mas o lance foi anulado por impedimento.

Foi quando apareceu um dos personagens mais importantes do Palmeiras depois da Copa do Mundo. Aos 29 minutos, Giay levantou a bola na área, Gustavo Gómez desviou de cabeça e Maurício dominou no peito antes de finalizar de esquerda para empatar. O camisa 18 chega a sete gols em dez partidas pelo Palmeiras desde que voltou da Copa do Mundo, competição que disputou pelo Paraguai. Antes da parada, tinha quatro gols pelo clube na temporada. Agora soma 11 pelo Verdão em 2026. Se contabilizado também o gol que marcou pela seleção paraguaia no Mundial, chegou a 12 no ano — a melhor marca goleadora de sua carreira, superando os 11 gols feitos em 2023 pelo Internacional.

Palmeiras juiz João Vitor Gobi
Juiz João Vitor Gobi dá pênalti para o Mirassol na etapa final, mas muda a decisão após consulta ao VAR / Palmeiras

VAR evita novo golpe

O lance mais discutido da partida aconteceu pouco depois. Aos 37 minutos do segundo tempo, Fernandinho invadiu a área e caiu depois de um carrinho de Giay. O árbitro João Vitor Gobi apontou imediatamente para a marca do pênalti. A decisão, porém, mudou somente após a intervenção do VAR, comandado por Ilbert Estevam da Silva. Chamado ao monitor, Gobi reviu as imagens e entendeu que Giay havia tocado primeiro na bola antes do contato com Fernandinho. O pênalti foi cancelado.

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Ainda houve tempo para Arthur receber o segundo amarelo e ser expulso nos acréscimos e para Walter impedir a virada em cabeçada de Gustavo Gómez. No fim, um ponto para cada lado — e consequências muito diferentes. Para o Mirassol, o empate significa deixar, ao menos provisoriamente, a zona de rebaixamento após começar a rodada com 24 pontos. O Palmeiras ainda olha todos de cima. Mas agora precisa começar a olhar pelo retrovisor. E na quarta-feira, enquanto estará envolvido em uma decisão contra o Santos pela Copa do Brasil, poderá assistir à sua vantagem no Brasileiro cair para apenas um ponto.

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