Depois da classificação dramática na altitude de Quito, com a vitória nos pênaltis após a virada sofrida no tempo regulamentar pela LDU, o Palmeiras terá pela frente o Fluminense na semifinal da Libertadores. O sufoco fez jogadores e comissão valorizarem a capacidade de manter o mental firme para se recuperar dos dois gols no finalzinho do duelo e seguir com força para as penalidades. O Palmeiras, de Abel, perdeu mais do que ganhou nos pênaltis. Foram nove disputas com apenas duas conquistas. Antes da LDU, o time tinha vencido o Atlético-MG, na Libertadores de 2022.
Vitor Roque, Mauricio, Piquerez e Felipe Anderson converteram, e só Lucas Evangelista desperdiçou. Bateu mal e o goleiro pegou. Mas o nome mais celebrado foi o de Carlos Miguel, que defendeu duas cobranças e mostrou que a confiança está de volta depois de ter oscilado em algumas partidas recentes.

“Cinco minutos podem mudar uma partida, foi o que aconteceu hoje. Todo mundo sabe a diferença que é jogar aqui, velocidade da bola, a direção. Acabamos tomando dois gols, mas soubemos segurar o mental. Foi de zero a cem muito rápido, mas a gente se concentrou para sair com a classificação no fim, que é o que viemos aqui fazer”, declarou o goleiro ainda no gramado do Estádio Rodrigo Paz Delgado.
Elogios de Vitor Castanheira
Um dos auxiliares de Abel Ferreira – expulso durante o confronto –, Vitor Castanheira foi o responsável por seguir para a coletiva de imprensa após a classificação. Ele também fez questão de enaltecer a atuação do goleiro palmeirense. “Ele merece este momento. Sabemos que não só o atleta, mas o homem. Nem sempre andamos no mesmo nível, mas é o caminho da dedicação, do foco, e Carlos Miguel foi recompensado pelo que tem feito ao longo do tempo”, disse.
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Castanheira comentou sobre a dificuldade do confronto, que se arrastou para a disputa de penalidades por causa da reação da LDU nos instantes finais e da bobeada do Palmeiras. “É muito difícil chegar aqui, tivemos uma estratégia quase perfeita. Os primeiros 25 minutos são sempre muito difíceis. E essa equipe sempre tenta aproveitar esse fator. Mas a nossa equipe cedeu muito pouco hoje. No fim, houve desgaste e não relaxamento. O cruzamento acabou por sobrar a bola, e em três minutos eles acreditaram e foram felizes.”
O auxiliar comentou ainda sobre o sentimento dos jogadores após o desfecho dramático no Equador. “As circunstâncias do jogo levaram a que a gente pensasse que não precisava sofrer tanto. Mas no futebol, às vezes, em dois minutos, as coisas mudam“.





