Ele não é nenhuma celebridade. Mas está na sua quarta Copa do Mundo e é o recordista de partidas por sua seleção. O volante Granit Xhaka é o capitão da seleção da Suíça neste Mundial e, indiscutivelmente, o líder da equipe europeia. Aos 33 anos, ele despistou de uma possível aposentadoria e continua sendo o braço-direito do treinador Murat Yakin dentro de campo. Na estreia na competição, a equipe estava nervosa e empatou com a frágil seleção do Catar por 1 a 1.
Na segunda rodada, a “Nati” conseguiu um grande desempenho e não teve dificuldades para vencer a Bósnia por 4 a 1. Granit Xhaka marcou um dos gols de pênalti que deram a primeira vitória à Suíça na competição. Contra o Canadá, o camisa 10 teve um papel tático importante. Ele marcou os contra-ataques canadenses, efetuando intercepções cruciais. Além disso, manteve a serenidade e tranquilizou os companheiros para segurar a vitória nos minutos finais. Com gols de Rubén Vargas e Johan Manzambi, a Suíça venceu por 2 a 1.

Com sete pontos, a Suíça foi líder do Grupo B e avançou para a segunda fase: encarou a Argélia, que foi a terceira colocada do Grupo J. Na partida disputada mais uma vez em Vancouver, a seleção europeia venceu por 2 a 0, com gols de Breel Embolo e Dan Ndoye. Na segunda etapa, o camisa 10 quase marcou o terceiro gol suíço em um chute forte que acabou sendo defendido pelo goleiro Luca Zidane. Xhaka se destacou pelo combate defensivo e desarmes precisos. Foi o jogador que mais sofreu faltas.
Liderança contra a Colômbia
A partida contra a Colômbia pelas oitavas de final foi a mais difícil para a Suíça. Em um confronto desgastante que durou 120 minutos, o capitão suíço bateu o primeiro pênalti após o empate sem gols no tempo regulamentar. Sua conversão deu tranquilidade e injetou confiança no elenco. Dessa maneira, a “Nati” carimbou sua vaga para as quartas de final. Algo que não acontecia desde o distante ano de 1954.

Bom momento na Europa
Nascido na cidade da Basiléia, Granit Xhaka iniciou sua carreira no Basel, um dos principais clubes da Suíça. Em 2012, o Borussia Monchengladbach, da Alemanha, pagou 8,5 milhões de euros (R$ 21,5 milhões) pelo jogador. Após um início irregular, foi deslocado de meia-atacante para ser um volante organizador, onde encontrou sua posição à frente da defesa. Com o tempo, tornou-se um dos líderes da equipe.
Na temporada 2014/15, o clube alvinegro terminou a Bundesliga na terceira posição e se classificou para a fase de grupos Champions League, algo que não acontecia havia 38 anos. Pela forte personalidade, ele se tornou o capitão do time. Com destaque, chamou a atenção de alguns gigantes do futebol europeu. Em 2016, o Arsenal pagou 30 milhões de libras (R$ 155 milhões) pelo volante suíço a pedido do técnico Arsène Wenger.
Sete anos no Arsenal
Granit Xhaka viveu a maior parte da sua carreira no futebol inglês, defendendo o Arsenal. Em sete temporadas, teve ótimos e péssimos momentos no Emirates Stadium. Ele chegou a estar prestes a deixar a equipe, mas o técnico espanhol Mikel Arteta o convenceu a permanecer. O treinador recuperou sua confiança e mudou sua função tática, deixando-o como segundo homem do meio-campo. Ele atuava próximo do norueguês Martin Odegaard e do brasileiro Gabriel Martinelli.

Vice-campeão da Premier League (2022/23), o meio-campista suíço ganhou duas Copas da Inglaterra nos Gunners. No cenário internacional, o jogador foi capitão no vice-campeonato da Europa League em 2019. De personalidade forte, Xhaka detesta ser substituído. Algumas vezes, ele chegou a provocar a torcida do seu clube quando foi trocado. Mesmo assim, o volante voltou a ser capitão da equipe. Ao todo, o suíço fez 223 partidas pelo Arsenal.
Multicampeão no Bayer
Em 2023, deixou o time londrino e se transferiu para o Bayer Leverkusen. O clube alemão pagou 25 milhões de euros (R$ 132,6 milhões) pelo atleta. Ele permaneceu dois anos no “Werkself”, a equipe conhecida como “fábrica”. Sua primeira temporada foi extraordinária: o time conquistou a Bundesliga invicta e o suíço marcou o gol do título na final da Copa da Alemanha. O técnico espanhol Xabi Alonso conseguiu fazer um time moderno, que atuava de forma compacta: ficou 51 jogos sem perder.
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Nesta equipe, Granit Xhaka oferecia o equilíbrio defensivo essencial para que os alas pudessem avançar. O alemão Florian Wirtz era o “cérebro” do time, armando o setor ofensivo que ficava ao cargo do centroavante nigeriano Victor Boniface. Embora o goleiro finlandês Lukas Hradecky fosse o capitão, muitas vezes o meio-campista suíço era uma das principais lideranças dentro de campo. O próprio Xabi Alonso disse que o contratou para ser uma extensão da comissão técnica dentro do gramado. Na segunda temporada, eles conquistaram a Supercopa da Alemanha.
Protagonismo no Sunderland
Em julho de 2025, o Sunderland pagou 20 milhões de euros (R$ 130 milhões) pelo jogador já veterano. O suíço assumiu a braçadeira de capitão da equipe e virou um dos pilares do meio-campo e ajudou a classificar o time para uma inédita Europa League. Paralelamente, Granit Xhaka vive um momento mágico defendendo a “Nati” nesta Copa do Mundo. Ele pode agora fazer mais história por sua seleção nacional.





