Thomas Tuchel, o técnico da seleção da Inglaterra, comprou uma briga daquelas com torcedores e jornalistas do país. Tudo por causa da sua lista de 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026, anunciada nesta sexta-feira na sala de entrevistas do lendário Estádio de Wembley, em Londres. A cobrança cresceu, assim como a responsabilidade do treinador.
Sem muita cerimônia, Tuchel barrou medalhões como o zagueiro Harry Maguire, do Manchester United, e ainda o garoto de gelo Cole Palmer, do Chelsea, considerado o craque do Mundial de Clubes de 2025. Ele também não relacionou Phil Foden, ídolo do Manchester City, reconhecido como um dos melhores atacantes do país.

Como já era esperado, a relação dos chamados para o Mundial ignorou o badalado lateral-direito Alexander Arnold-Trent e bancou a aposta em Reece James, do Chelsea. Ok, o jogador do Real Madrid não é convocado desde junho passado, e Tuchel já declarou publicamente que não confia nas suas habilidades defensivas. “É muito difícil agradar a todos, mas é o elenco no qual eu e a comissão técnica acreditamos. Tenho certeza de que fizemos as escolhas certas”, disse o treinador, durante a entrevista coletiva após revelar os nomes dos 26 que representarão o país no Mundial.
Apostas e certezas na Inglaterra
No entanto, se as ausências de certos nomes na lista de convocados por Tuchel para a seleção inglesa causaram polêmica, também causaram surpresa alguns nomes que estarão na equipe que jogará o torneio nos Estados Unidos, Canadá e México. Como alternativa para substituir Harry Kane, Tuchel chamou Ivan Toney, ex-jogador do Brentford, atualmente no Al-Ahli, da Arábia Saudita. O atacante não era chamado para o time havia um ano. “Em minha visão, ele tem habilidades muito especiais. E um finalizador nato, muito forte no jogo aéreo e no jogo de corpo, além de ser um exímio cobrador de pênaltis.”
A maioria dos ingleses apostava que fosse convocado outro atacante, Morgan Gibbs-White, do Nottingham Forest, artilheiro do time na Premier League com catorze gols. Também convocados, nomes como o lateral Djed Spence, o meia John Stones, do Brentford, e os atacantes Noni Madueke, do Arsenal, Ollie Watkins, do Aston Villa, e Anthony Gordon, do Newcastle, não são considerados bons o suficiente para defender o país no Mundial.
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A favor de Tuchel vale ressaltar que em sua lista de convocados existem jogadores de qualidade inquestionável, a começar por Harry Kane, do Bayern de Munique, e Bukayo Saka, do Arsenal. No meio de campo, não se discute o talento de Jude Bellingham, do Real Madrid, e de Declan Rice, do Arsenal. Há anos, o veterano Jordan Pickford, do Everton, é absoluto no gol, enquanto Ezri Konsa e Marc Guéhi são considerados bons zagueiros. É uma base sólida. Resta saber se os nomes ausentes entre os escolhidos por Thomas Tuchel não farão falta se a situação apertar para os ingleses dentro do campo.





