A estimativa de público para o clássico deste domingo entre São Paulo e Palmeiras, às 16h, é de 25 mil pessoas. O Morumbi estará “vazio”. Só haverá torcedores tricolores por causa da proibição “burra” de duas torcidas nos estádios paulistas em clássicos. Os órgãos públicos, incapazes de fazer o seu trabalho e assegurar segurança nos eventos da cidade, sejam eles de qualquer natureza, se apegam aos números “nada a ver” de menos brigas e mortes no futebol para manter a proibição. Uma pessoa que morre joga a métrica na lata do lixo. As brigas acontecem com hora e lugar marcados em cantos distantes dos estádios, em rodovias e bairros longes do local do futebol.
O que a torcida do São Paulo está fazendo com o time não se faz. É traição. É abandono. O torcedor abandonou os jogadores e a comissão técnica liderada por Crespo. Assim como o time não tem o direito de deixar de correr e não lutar até o fim em campo pela vitória, e isso o São Paulo está fazendo, uma torcida não pode, em hipótese alguma, virar as costas para o seu time e deixá-lo sozinho na batalha. Ela tem de estar lá, na chuva ou no sol. Na tempestade ou na bonança.

A finalidade da existência da torcida é torcer. Se ela não faz isso, ela não deve existir, portanto. Simples assim. O São Paulo tem milhões de seguidores, há um programa de fidelidade para os torcedores e o time, bem ou mal, ganhando ou perdendo, corre para eles e por eles. De modo que há ingredientes que deveriam provocar o contrário nesses torcedores que preferem ficar no sofá nesse momento. Os baixos públicos não pertencem mais ao futebol brasileiro dos grandes clubes.
Há contas para acertar com o Palmeiras
O Tricolor ganhou do Fortaleza com um jogador a menos e colocou fim em sua sequência de maus resultados (quatro, sendo dois deles para a LDU na Libertadores). Portanto, está mais confiante. Vai jogar contra um dos três melhores times do Brasileirão, o Palmeiras, e, certamente, há contas para acertar. Sempre há contas para serem acertadas. Mas o torcedor prefere ficar em casa. Portanto, parabéns aos que estão com seus ingressos comprados. Esses merecem respeito.
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Tomara que o torcedor são-paulino, que já tem fama de só torcer quando o time está bem, mude de ideia e acorde neste domingo disposto a apoiar o time no Morumbis. O torcedor não tem o direito de deixar de torcer. Torcer é tão sagrado quanto jogar.





