Abel Braga saiu de sua aposentadoria por apenas oito dias com uma missão que parecia impossível: salvar o Internacional do temido rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro. Segundo o próprio técnico, ele só aceitou o desafio no clube onde é ídolo porque realmente acreditava na salvação. O que torna a decisão de Abel ainda mais surpreendente é a sua condição de saúde. Ele disse “sim” à direção colorada 15 dias depois de passar por um delicado procedimento cirúrgico no coração.
“Vocês sabem o que eu estava fazendo sexta-feira retrasada, há 15 dias? É a pressão que o treinador sofre no Brasil… Estava fazendo ablação no coração. É a quarta que eu faço”, revelou Abel Braga às mídias do clube. Certamente, Abel consultou seus médicos para saber se havia risco na sua decisão de treinar o Inter nas duas últimas partidas do Brasileirão.

A cirurgia de ablação cardíaca, citada por Abel, é um procedimento que visa corrigir anormalidades no ritmo cardíaco, como arritmias. O processo consiste na inserção de cateteres pela virilha, guiados até o coração. Com o uso de radiofrequência, laser ou pequenos choques elétricos, o tecido que causa a arritmia é destruído. A experiência pessoal de Abel com a saúde e a pressão do futebol reforçam o peso da sua decisão e a torna mais gigante.
O coração acredita
Desde 2022, Abel Braga não vinha trabalhando como treinador, tendo atuado apenas como diretor-técnico no Vasco até 2023. Após oito dias no comando do Internacional e com o objetivo de permanência na Série A alcançado, ele foi categórico: “Vocês não me veem mais na beira do campo”. A vitória colorada por 3 a 1 sobre o Red Bull Bragantino, combinada com resultados paralelos, confirmou a permanência do Internacional na elite do futebol nacional, e Abel voltou a falar sobre a emoção e a razão por trás de sua decisão.
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O clube agora passa por uma reestruturação do departamento de futebol, e ainda não há confirmação se o treinador assumirá um outro cargo. No entanto, sua breve e vitoriosa passagem já está marcada por sua crença e sacrifício. “Eu segui meu coração quando vim para cá, mas porque eu acreditava”, afirmou o técnico, em um depoimento emocionante que mistura a paixão pelo clube e a força para superar os desafios pessoais e profissionais.
A atitude de Abel, que enfrentou uma cirurgia cardíaca e a pressão da reta final do campeonato, personifica a frase que ele mesmo proferiu, transformando sua volta ao campo em um ato de fé e amor ao Internacional.
IA com informações e edição do The Football




