Está tudo embolado no Grupo D da Libertadores. Três times brigam por duas vagas. Para o representante brasileiro na chave, o Cruzeiro, basta apenas uma vitória simples para se classificar para a segunda fase. Prioridade máxima do time mineiro, a competição internacional também tem a atenção da torcida. Mais de 60 mil torcedores já compraram ingresso para o jogo desta quinta-feira contra o Barcelona, do Equador, no Mineirão.
Desde que chegou em Belo Horizonte, o técnico Artur Jorge fez a equipe subir de produção. O treinador português possui um aproveitamento de 70% desde que assumiu a time em março. O retrospecto é positivo: seis vitórias, um empate e duas derrotas. Uma classificação para a segunda fase do torneio continental pode ser fundamental para coroar a boa fase do time. Além do Cruzeiro, Universidad Católica, do Chile, e Boca Juniors, da Argentina, lutam pela classificação na chave.

“Sabemos da natureza competitiva e curta de competições como a Libertadores. É um torneio que tem pouquíssima margem de erro. A equipe precisa ser competente com e sem a bola para ditar o ritmo que o cenário sul-americano impõe”, avaliou Artur Jorge. Um dos principais nomes do elenco, o volante Gerson recebeu cartão vermelho na última rodada e não atua neste jogo decisivo contra o time equatoriano.
Consistência defensiva
Um dos destaques do Cruzeiro na competição internacional é a solidez defensiva. O time de Belo Horizonte sofreu apenas três gols em cinco partidas na Libertadores e detém a melhor defesa do Grupo D. Um dos atletas mais regulares do time, o zagueiro Fabrício Bruno assumiu a responsabilidade de liderar a defesa azul na competição sul-americana após a lesão do goleiro Cássio. Com muita imposição física e força no jogo aéreo, o jogador de 30 anos mudou de função com Artur Jorge.

O comandante português privilegia o uso de laterais ofensivos. Dessa maneira, o defensor ficou com a responsabilidade de atuar nas costas dos alas quando eles sobem ao ataque. No modelo europeu do treinador, os zagueiros não podem apenas rebater a bola. Fabrício Bruno e seu companheiro de zaga, Jonathan Jesus, participam ativamente da construção do jogo desde o campo defensivo, acionando o meio-campo.
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Artur Jorge trata Fabrício Bruno como uma de suas lideranças no setor defensivo. O treinador elogiou diversas vezes o atleta como um nome indispensável para a solidez defensiva do time azul. “Ele é uma peça fundamental no nosso projeto. Entendeu perfeitamente a exigência do futebol que queremos praticar – agressivo, de linha alta e com coragem desde trás. É um líder que puxa os companheiros e nos dá a segurança necessária para a equipe atacar com tranquilidade”, disse.





